Confira as respostas dos entrevistados!

Daniela Araujo
(jornalista – coordenadora executiva da OSC Bem TV)
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“Há, neste processo de Desenvolvimento Institucional orgânico e verdadeiro, um grande desafio de trabalho coletivo para encarar os debates sobre: governança, responsabilidades, fluxo de trabalho, relações de troca que desconstruam a lógica de poder e hierarquias. Além disso, encarar de frente a construção dessa lógica com os parceiros externos.”
“Há um desafio de encarar os debates sobre: governança (…) que desconstruam a lógica de poder e hierarquias”
Daniela Araujo


Mônica de Roure
(historiadora – vice-presidente BrazilFoundation)
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“Estamos em um desafio de pensar o Desenvolvimento Institucional de uma forma nunca pensada antes, porque a gente ainda opera no setor social com uma lógica que surgiu dos anos 1990 para cá, que é a atuação do indivíduo na esfera pública, com a exacerbação da sua individualidade. Assim, têm força figuras como líderes, empreendedores sociais, figuras públicas, celebridades – com base na ideia de uma figura que responde pelo todo.
Esse foi um modelo que teve força no setor e tem sido muito desafiado. Hoje, esse modelo já não está mais funcionando para uma juventude que atua de modo mais colaborativo – lideranças de 40 anos para baixo, com uma abertura maior para colaborar.
Começamos a operar em um cenário muito diferente: temos que ter atenção mais empática em relação ao público que a gente atende e também à forma como nos organizamos internamente, enquanto time. Precisamos nos redesenhar. Essa exacerbação da liderança não consegue mais ser sustentável, até porque vamos ter de rever as práticas e tipos de investimentos que serão colocados para as OSCs agora.”
“Essa exacerbação da liderança não consegue mais ser sustentável, até porque vamos ter de rever as práticas e tipos de investimentos que serão colocados para as OSCs agora”
Mônica de Roure


Rogério Silva
(psicanalista – pesquisador e consultor)
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“A democracia também opera no campo da governança, tanto no que se refere à circulação de poder dentro das organizações, quanto também como ele circula entre a organização e vários outros atores da sociedade – para pensar governança é preciso pensar dentro e fora.”
“A democracia também opera no campo da governança”
Rogério Silva