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Consciência Negra: confira práticas do Itaú Social no campo da equidade racial

A equidade é tema transversal dos programas desenvolvidos, desde investimento em pesquisa, fomento à leitura até em oportunidades de formação continuada


Neste Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, o Itaú Social destaca algumas das suas iniciativas que buscam a equidade racial na educação pública brasileira. As ações envolvem formação para docentes e gestores escolares, investimento para projetos que ofereçam soluções para a redução das desigualdades étnico-raciais no país e fomento à leitura.

“Entendemos que ainda há muito a percorrer para termos uma sociedade mais justa e que as soluções virão por meio de ações desenvolvidas por atores pertencentes a diferentes esferas da sociedade. Esperamos que as iniciativas aqui mencionadas se somem ao conhecimento já existente e sirvam de estímulo a novos debates, estudos e práticas que contribuam para a superação dos desafios que precisam, com urgência, ser enfrentados pelo país”, comenta a especialista em Monitoramento e Avaliação do Itaú Social, Esmeralda Correa Macana.

Confira o artigo: “Educação e equidade racial: desafios e superações“, da superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann.

Melhoria da Educação
O programa, em parceria com o Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), desenvolveu a tecnologia educacional Gestão da educação para a equidade racial. A iniciativa oferece estratégias para ressignificar os processos pedagógicos e de gestão com vistas à promoção da igualdade de oportunidades para estudantes da educação básica.

Edital Equidade Racial na Educação Básica
Com a parceria do Ceert, Instituto Unibanco, Fundação Tide Setubal, e UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o edital destinou R$ 3 milhões para o desenvolvimento de pesquisas, que devem ficar prontas até o fim de 2022. 

Foram selecionados 15 projetos de pesquisa e nove artigos científicos para estudar e identificar soluções, inovações e referências de boas práticas de ensino e gestão. É possível acessar a publicação dos artigos científicos pelo site

Olimpíada de Língua Portuguesa
Os encontros das semifinais da 7ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, realizados entre 13 de outubro a 12 de novembro, permitiram que os docentes compartilhassem seus relatos de prática de como lidam com a descriminação racial na sala de aula. Entre os projetos desenvolvidos está o da Escola Classe Monjolo, de Planaltina (DF), no qual os adolescentes inspiraram-se na história de Zumbi e Dandara, do Quilombo dos Palmares, para gravar um jogral do poema “Me gritaram negra”, de Victoria Santa Cruz. 

Participaram dos encontros os escritores negros Jarid Arraes, Cíntia Gomes e Bruno de Castro, além da participação da escritora homenageada, a poeta e professora Geni Guimarães. Esse reconhecimento de escritoras e escritores negros na literatura e na educação brasileira também ocorreu na edição de 2019, com a autora Conceição Evaristo.

Leia para uma Criança
A obra da escritora Sonia Rosa foi uma das escolhidas para ser distribuída pelo programa. O título “Enquanto o almoço não fica pronto” foi selecionado junto com “Os olhos do jaguar”, de Yaguarê Yamã, e está sendo entregue para as crianças por meio de organizações da sociedade civil, escolas públicas, secretarias municipais de educação e outros órgãos públicos.

Em 2022, o programa continuará distribuindo obras temáticas que valorizem histórias, pessoas e culturas negras e indígenas

Longo caminho
Apesar dos avanços com a aprovação das leis 10.639/2003 e 11.645/2008 (que instituem a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena), a realidade ainda aponta uma desproporção na educação entre estudantes negros e brancos.

Dados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) de 2017 mostram que o estudante negro com aprendizagem adequada é cerca de um terço menor do que o branco. Já o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2019 aponta que a taxa de analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais entre os negros (9,1%) é mais do dobro que a dos brancos (3,9%). 

Confira mais dados no editorial do Polo