Ir para o conteúdo Ir para o menu Ir para a Busca
Polo de desenvolvimento educacional

Conceição Evaristo é a primeira autora homenageada da Olimpíada de Língua Portuguesa

Escritora mineira foi membro da Comissão Julgadora Nacional e participou de atividades com professores da rede pública

 

Superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann, entrega homenagem à escritora Conceição Evaristo. Foto: Camila Kinker

 

Mineira, vencedora do prêmio Jabuti, educadora, militante do movimento negro e autora de livros traduzidos e publicados em vários países, Conceição Evaristo é uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. A primeira personalidade homenageada pela Olimpíada de Língua Portuguesa reflete os princípios do concurso: a valorização da vivência local, o respeito à diversidade, o aprendizado da leitura e da escrita.

Para além de ser homenageada, Conceição Evaristo também vivenciou as etapas da Olimpíada. Foi membro da Comissão Julgadora Nacional, dividiu seu conhecimento com professores e alunos, contou suas histórias nos canais do programa Escrevendo o Futuro, participou de entrevistas e ministrou palestras.

Também participou da websérie “Meu lugar tem história”, lançada no início do concurso. O depoimento da autora se entrelaça às histórias dos estudantes e ex-participantes Francisco, Ana Karolina, Brenda, Bianca, Isadora e Adolfo, e da professora Alzeni, que comentam sobre como a leitura e a escrita possibilitaram um novo caminho de aprendizados e oportunidades.

“Eu fico muito feliz por ser a primeira escritora homenageada. Me coloco aqui também muito como professora. Estar no espaço do magistério e pensar a educação. Esse foi o meu primeiro trabalho, o meu primeiro sonho”, disse a escritora durante a cerimônia de premiação da Olimpíada. Ela ressaltou a importância dos seus textos chegarem à escola pública e às classes populares. “Homens, mulheres e crianças, negros ou não, experimentarem formas de subalternização era tudo o que eu queria.”

Antes da cerimônia, Conceição Evaristo conversou com os professores dos alunos finalistas, no Museu da Língua Portuguesa. Abordou a importância de a escola reconhecer os saberes da cultura do aluno e, a partir disso, apresentá-lo a outras formas de linguagem e literatura. Para ela, a Olimpíada contribui para o exercício da escrita, da leitura e da cidadania, fazendo com que os alunos percebam a grandeza e as dificuldades dos próprios lugares. “Isso ajuda a nos formar como cidadãos e cidadãs responsáveis por nossa própria vida em termos pessoais e, mais do que isso, coletivos.”

Confira a reportagem sobre a final da Olimpíada e o encontro com os professores

Assista à websérie “Meu lugar tem história”