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Parceiros na educação

Maré de solidariedade

Criado em 2004 para para oferecer acesso ao esporte pelo surfe, o Educasurf hoje desenvolve ações que vão desde a distribuição de cestas até a iniciação digital


Atividades de reforço escolar contribuem para as aprendizagens dos alunos, e o planejamento é realizado com base nas necessidades das crianças e adolescentes. Foto: Arquivo pessoal

Por Paula Salas, Rede Galápagos, São Paulo

Faz sol e calor no Guarujá, litoral de São Paulo. Em uma tenda, vemos um grupo de crianças fazendo aulas de circo. Dias depois, quem for ao mesmo lugar verá como elas se preparam para entrar no mar e surfar. Essa é uma parte da rotina das crianças e adolescentes atendidos pelo Educasurf. 

A organização da sociedade civil foi criada em 2004. Ainda que tenha surgido oferecendo acesso ao surfe e ao esporte como estratégia socioeducativa, a assistência social sempre esteve presente. “A assistência social faz um estudo para entender a necessidade real das famílias”, conta Lilia Maria de Lima, presidente da organização. Com o tempo, a instituição desenvolveu outras atividades. 

O Educasurf Divididos organiza-se entre a praia e o bairro e oferece oficinas de surfe e de artes circenses, as quais acontecem a partir da experiência de cada criança e idade. “De tempos em tempos há um festival de surfe ou uma apresentação de circo para que tenham oportunidade de mostrar o que aprenderam e como evoluíram”, conta Graciele Aparecida, psicóloga na organização.

Também são oferecidas aulas de reforço escolar — planejadas a partir das dificuldades que as crianças e os adolescentes apresentam na escola. Outra frente de atuação são as ações de assistência social, como, por exemplo, a distribuição de cestas básicas, de kits de higiene e o atendimento psicológico. “Tem cerca de 20 crianças e adolescentes que fazem atendimento individual, mas todas participam de atividades em grupo e orientação parental”, explica a psicóloga.

Ação ampliada
A organização foi selecionada pelo Edital Fundos da Infância e da Adolescência (FIA). O edital faz parte do programa IR Cidadão, do Itaú Social, que estimula colaboradores da empresa a destinar parte do imposto de renda devido para os FIAs. O projeto Educação em Rede permitirá ampliar o trabalho que já é realizado pela organização — além de permitir realizar algumas melhorias nos espaços e compra de equipamentos. “A decisão foi a partir da demanda. Precisamos garantir o básico para que o resto também possa acontecer”, afirma a psicóloga.

As atividades preveem ações de educação alimentar, distribuição de cestas básicas e kits de higiene, além da ampliação do atendimento psicológico. “Teremos um trabalho com nutricionistas, reaproveitamento alimentar. E também palestras sobre como cuidar de si, a importância da higiene”, compartilha Lilia. Uma ação inédita da iniciativa será a entrega de fraldas infantis e geriátricas. 

No contraturno escolar, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social participam de atividades socioeducativas e também têm acompanhamento psicológico. Foto: Arquivo pessoal

Também estão sendo planejadas, na frente de atendimento psicológico, rodas de conversa e fortalecimento de vínculos entre crianças e adolescentes, e com seus familiares. 

Além das ações mais voltadas para a assistência social, também há um esforço de inclusão digital e fortalecimento das aprendizagens que foram afetadas pela pandemia. As crianças e adolescentes, que já frequentavam as aulas de apoio pedagógico duas vezes na semana, também terão mais três dias de propostas pedagógicas. “Inicialmente faríamos aulas on-line, mas como já voltou ao presencial faremos outro tipo de inclusão digital com atividades híbridas”, conta Graciele. “Elas darão a oportunidade de trazer recursos lúdicos e interativos para engajar as crianças no estudo”, complementa.

A transformação que o projeto permite é nítida e vai além da entrega de um suprimento básico. A expectativa é que esse projeto, que deve ter início no segundo semestre deste ano, faça a diferença para ainda mais famílias. “O impacto está na mudança de vida delas, no jeito de pensar. Está transformando vidas — elas entram aqui na organização com um olhar e depois vemos o brilho de esperança de saber que têm com quem contar”, finaliza Lilia. 

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