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Crianças de Pernambuco despertam para a consciência ambiental por meio de um projeto educacional beneficiado pelo programa IR Cidadão


Ricardo e Iris cuidam do ipê-branco no quintal da casa da avó: árvore plantada com o auxílio de iniciativa realizada pela organização Geração Futuro. Foto: Arquivo pessoal

Por Luana Gurgel, Rede Galápagos, Fortaleza (CE)

Todos os sábados os irmãos Ricardo e Iris vão visitar a avó, que mora a meia hora de caminhada em Vila São José, bairro do município de Pombos (PE). Lá o quintal é grande e tem árvores frutíferas que servem à família. Agora os irmãos têm uma atenção especial com aquele espaço. Ali começam a crescer as raízes do ipê-branco que Ricardo plantou junto com o pai durante a participação no projeto Cidade Sustentável: Educação para o Meio Ambiente. Trata-se de uma formação com 160 horas de duração, oferecida a 200 estudantes de 9 a 17 anos da rede pública de ensino da cidade. Além de fornecer noções para que eles se tornem agentes de desenvolvimento ambiental, a iniciativa tem a meta de fazer o plantio de 10 mil mudas de espécies nativas.

O projeto Cidade Sustentável: Educação para o Meio Ambiente é um dos aprovados no Edital Fundos da Infância e da Adolescência (Edital FIA). O edital é parte do programa IR Cidadão, do Itaú Social, que estimula os colaboradores do Itaú a destinar parte de seu imposto de renda devido aos Fundos da Infância e da Adolescência (FIAs). Já no preenchimento da declaração do imposto de renda, qualquer contribuinte pode destinar até 3% de seu imposto de renda devido aos FIAs, ação que também é incentivada pelo Itaú Social. Maria Suély, diretora da Geração Futuro, organização da sociedade civil responsável pelo projeto, comemora a realização: “A gente olha para a carinha das crianças… Cada uma vai pegar uma muda e plantar. Parece um formigueiro, todas sujando as mãos de terra, todas muito felizes”.

O programa prevê o plantio de 10 mil mudas de ipê: concluídas as atividades de campo, as crianças recebem suporte quinzenal do Geração Futuro. Foto: Divulgação

O curso de agente de desenvolvimento ambiental é feito em parceria com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Pombos e  com a prefeitura municipal. As atividades são organizadas em módulos: “Quem sou eu? Quem somos nós?”, “Cidade sustentável”, “Semear” e “Plantar”.  Sua realização é feita num modelo de ensino híbrido, que inclui atividades educativas em encontros remotos, dinâmicas, vídeos, atividades lúdicas e trabalhos de campo. O primeiro módulo possibilita que, antes de entenderem a natureza que os circunda, saibam mais sobre suas origens, famílias, comunidades e territórios. No segundo, o foco é o desenvolvimento sustentável. As atividades de plantio são alinhadas ao Plano de Arborização e Reflorestamento de Pombos.

Quem acompanhou de perto os alunos nessa jornada foi o professor Emerson Silva, formado em geografia. Emerson é fruto da Geração Futuro, em que foi aluno de teatro durante a adolescência. Agora volta ao projeto como facilitador para novas crianças. “Como jovem formado, agora eu sou formador de jovens”, sintetiza. “Ter participado da Geração Futuro me possibilitou uma visão social sobre os problemas da própria cidade. Com os alunos nós falamos sobre vários temas, entre eles falta d’água, questão com aspectos tanto sociais quanto ambientais muito presente aqui na cidade.”

Para montar as duas turmas do projeto ambiental, a equipe da Geração Futuro contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Pombos, já que todas as crianças são oriundas da rede pública de ensino. Ao todo, cinco escolas participam. O grande desafio foi a etapa do plantio. Foi necessária uma preparação especial para esse momento presencial. “Quando tem atividade presencial, os educadores vão até as crianças”, explica Suély. “São sempre apenas dois educadores, usando máscara e levando álcool em gel.” Após a conclusão das atividades da primeira turma, a equipe continua em contato com as crianças, acompanhando o crescimento das mudas e orientando com contatos quinzenais.

Arllana Silva na entrega dos kits pedagógicos: atividade presencial separada por localidades para garantir a segurança. Foto: Arquivo pessoal

Para montar as duas turmas do projeto ambiental, a equipe da Geração Futuro contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Pombos, já que todas as crianças são oriundas da rede pública de ensino. Ao todo, cinco escolas participam. O grande desafio foi a etapa do plantio. Foi necessária uma preparação especial para esse momento presencial. “Quando tem atividade presencial, os educadores vão até as crianças”, explica Suély. “São sempre apenas dois educadores, usando máscara e levando álcool em gel.” Após a conclusão das atividades da primeira turma, a equipe continua em contato com as crianças, acompanhando o crescimento das mudas e orientando com contatos quinzenais.

Arllana Silva, dez anos, nunca tinha ouvido falar na Geração Futuro, mas acompanhou os diálogos da mãe com a escola na apresentação do projeto de educação ambiental. Sua paixão pelas plantas agora se soma ao conhecimento. “Eu não sabia quase nenhum nome de árvore. Ouvi falar do pé de ipê, já tinha visto, mas não sabia o nome.” Hoje na sua casa já tem dois ipês plantados por ela, um rosa e um branco. O projeto ambiental foi a porta de entrada na Geração Futuro, onde ela já começou uma nova atividade: aulas de desenho.

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