Polo de desenvolvimento educacional

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Formação para quem quer aprender Recursos para quem quer realizar

Agenda da Juventude

Agenda da juventude Ler o mundo é garantir o futuro dos jovens!

Nos últimos anos, os jovens brasileiros estiveram na pauta nacional, protagonizando movimentos que carregavam uma mensagem forte: nós queremos participar. Dos rolezinhos às ocupações, as juventudes provaram que são agentes de inovação e podem contribuir na formulação de programas e políticas sociais. Porém, são também a população brasileira mais vulnerável frente às desigualdades sociais. Como propor uma agenda que leve em conta este contexto desafiador e, ao mesmo tempo, abra espaço para explorar as potencialidades da juventude?
  • Acreditamos que as juventudes brasileiras precisam ser acompanhadas de perto, por meio de metodologias que levem a ações que combatam o quadro geral de desequilíbrio e promovam o seu protagonismo.
 

O contexto

Os jovens brasileiros vivem realidades muito distintas. Por isso, atuar em prol dessa faixa etária representa um grande desafio de leitura de cenários e de identificação de oportunidades distintas.
  • Nós entendemos que o trabalho com as juventudes brasileiras demanda um esforço adicional de entendimento, que se dá no campo, na ação direta com esses jovens.
 

Finalidade

A proposta da Agenda Juventude é atuar com jovens brasileiros residentes em periferias de grandes centros urbanos, aprofundando questões latentes no campo, que dialogam com o campo da identidade e pertencimento, demandas por oportunidades educacionais, de geração de renda e de participação política e cidadã. O Itaú Social tem como legado de atuação 13 anos (2004 a 2017) de aprendizagem sobre o trabalho com juventudes por meio do Programa Jovens Urbanos, que em 2004 inovou trazendo para o debate social quatro estratégias formativas que ainda hoje pautam a Agenda Juventude. São elas: o explorar (direito à cidade), o experimentar (tecnologias), o expressar (comunicação) e o produzir (intervenção). Para compor esse trabalho no campo das juventudes brasileiras, adotamos algumas premissas:
  • o princípio da incompletude, que mantém a porosidade da Agenda no sentido de torná-la em constante diálogo com o campo;
  • a centralidade das estratégias das próprias juventudes como geradoras de soluções sociais inovadoras;
  • a territorialidade como fio condutor do investimento social em metodologias de trabalho com jovens.
 

Descrição do programa

O “Agenda Juventude” tem por objetivo propor ações que valorizem a juventude brasileira e contribuam para a redução do quadro de desigualdade social do país, bastante evidenciado nessa faixa etária. A intervenção se dá por meio de três pilares:
  • na localização de tendências e na promoção de agendas prioritárias para jovens;
  • no fomento de ações em favor da população jovem, em territórios populares, em consonância com as agendas prioritárias;
  • na concepção de formas de intervenção inovadoras e que contribuam para o aprimoramento de metodologias de trabalho com juventudes residentes em periferias de centros urbanos.
Eixos estratégicos:
  • identidades e condição juvenil;
  • cidade e território;
  • tecnologias da Informação e da Comunicação;
  • processos educativos;
  • mundo do trabalho;
  • participação social e política.

Parceiros

  • Arte e Cultura na Medida (Ação Educativa);
  • Juventude Empreendedora e Jovem Aprendiz (CIEDS);
  • Vale do Dendê (Instituto Mídia Étnica).

Referências

  • Agenda Juventude Brasil. Pesquisa Nacional sobre Perfil e Opinião dos Jovens Brasileiros 2013;
  • Cadernos Juventude - Maleta Futura;
  • Estatuto da juventude;
  • Marcos conceituais e Metodológicos do Programa Jovens Urbanos (1 e 2);
  • Novos Fluxos na Busca por Oportunidades: Trajetória de Jovens nas Periferias da Cidade.
Formação para quem quer aprender Avaliação para quem quer aprimorar

Ambiente de Formação

Em que ambiente a aprendizagem se dá? Os lugares da aprendizagem são muitos, bem como os modelos para compartilhar conteúdos e as formas de gerar trocas de experiência. Como propor uma dinâmica que seja ao mesmo tempo autoreflexiva e baseada na prática?  
  • Acreditamos que os espaços de formação devam ser colaborativos, adaptáveis a diferentes perfis, instigantes e que abram novas perspectivas para as pessoas.
 

O contexto

Muitas vezes, os esforços de construção de modelos de aprendizagem invertem o que é desejável: primeiro desenvolvem as ferramentas, para depois “encaixar” os usos e experiências prévias, colocando o que é dinâmica social e o que é conhecimento humano em segundo plano em relação à metodologia empregada.  
  • Para nós, construir modelos de aprendizagem significa unir experiências prévias com soluções colaborativas, que estimulem a emergência de novos conhecimentos fundados na prática e nas vivências.
 

Finalidade

A proposta do Programa “Ambiente de Formação” é construir espaços de aprendizagem que se baseiem em cinco princípios: sejam ambientes reais e virtuais; promovam a troca de experiência entre os pares; valorizem as experiências prévias; privilegiem a prática e promovam a diversidade. O Programa propõe espaços de formação com conteúdos disponibilizados em diferentes percursos formativos.  

Parceiros

  • Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec);
  • Centro de Referências em Educação Integral;
  • Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds);
  • Instituto de Tecnologia Social (ITS);
  • Revista Nova Escola.
Formação para quem quer aprender

Melhoria da Educação

Que fatores estão associados ao sucesso de uma rede de ensino ao promover a aprendizagem dos estudantes? A resposta a essa pergunta passa por muitas nuances, mas alguns elementos são recorrentes no que diz respeito à atuação da escola: um currículo viável e incorporado por professores; formação docente em serviço, com colaboração entre pares; uma liderança escolar eficaz; equipe escolar com altas expectativas, com metas concretas/viáveis e mecanismos internos de acompanhamento; envolvimento das famílias, estudantes e comunidade; ambiente escolar propício ao aprendizado. Para que toda escola seja capaz de avançar nessas frentes, a atuação sistêmica da rede de ensino é crucial.
  • Para que o atendimento escolar proporcione uma aprendizagem equitativa, é preciso que se considerem diferentes fatores relacionados ao funcionamento das secretarias de educação.
 

O contexto

O direito à educação ainda não se encontra plenamente concretizado para grande parte da população. São muitas as crianças, adolescentes e jovens sem a oportunidade de uma aprendizagem de qualidade, relevante e equitativa. Dados divulgados pelo pela PNAD/IBGE apontam que, apesar de termos 94,2% de cobertura do atendimento escolar para crianças de 4 a 17 anos, 2,5 milhões de crianças e jovens estão fora da escola. No que diz respeito à leitura e à matemática, menos da metade dos alunos atingem níveis de proficiência considerados adequados ao fim do 3º ano do ensino fundamental (45,3% em leitura e 45,5% em matemática), sendo que os piores resultados ficam nas redes municipais.
  • As razões para que o direito a educação não seja plenamente vivenciado são complexas e possuem raízes históricas, sociais, econômicas e culturais. Apesar disso, é possível e urgente seu enfrentamento. Nesse sentido, a melhoria da educação pública é uma prioridade. E seu ponto de partida é o fortalecimento das secretarias de educação.
 

Finalidade

O programa Melhoria da Educação proporciona formação continuada para gestores educacionais. As formações abordam tanto o eixo da gestão pedagógica quanto o da gestão administrativo-financeira. Dessa forma, os profissionais se preparam de maneira ampla para desempenhar suas funções. Os princípios do programa são:
  • aliar teoria e prática;
  • partir “da” e valorizar a experiência do território;
  • ressaltar o protagonismo das equipes das secretarias de educação na realização dos trabalhos;
  • promover colaboração e troca de experiências inter e intra territórios;
  • articular parcerias valorizando diferentes conhecimentos;
  • promover a redução das desigualdades na aprendizagem.
 

Parceiros

  • Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac);
  • Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds);
  • Oficina Municipal.
Formação para quem quer aprender Recursos para quem quer realizar

Redes de Territórios Educativos

O Brasil é uma das maiores economias do mundo, mas ocupa a 79ª posição entre os 188 países avaliados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (Nações Unidas, 2016). Embora os indicadores sociais venham melhorando significativamente desde a década de 1990, a sociedade brasileira ainda apresenta acentuados níveis de desigualdade. Essa situação atinge de maneira mais forte crianças e adolescentes.
  • Acreditamos na soma de esforços entre Estado e sociedade civil organizada, na atuação em rede e na formação de parcerias como alternativas para que esse cenário possa ser revertido.
 

O contexto

A garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes passa pela atuação de diferentes setores: escolas, organizações da sociedade civil, equipamentos culturais, de saúde, de assistência social. É comum que, num mesmo município, essas iniciativas atuem de forma efetiva, mas pouco integrada. Com isso, o impacto das ações pode ser reduzido. Como articular os saberes e unir esforços em prol de um objetivo comum?
  • Acreditamos no fortalecimento da sociedade civil, na busca da integração entre suas boas práticas, como forma de alcançar o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes.
 

Finalidade

A proposta do Programa “Redes de Territórios Educativos” é criar laços de confiança e parceria entre organizações da sociedade civil.
  • A promoção do trabalho em rede e o fomento de ações integradas e articuladas entre diferentes organizações podem ampliar as possibilidades de colaboração, de aprendizado e de ganhos mútuos.

Descrição do programa

O Programa “Redes de Territórios Educativos” promove assessoria a organizações da sociedade civil na elaboração e implementação de estratégias de educação integral. As OSCs são estimuladas a atuar de forma articulada, criando redes de territórios educativos capazes de ampliar a oferta de ações para aumentar as oportunidades de aprendizagem dos estudantes, em especial daqueles socialmente mais vulneráveis.

Referências

  • OSC e Escola Pública – Uma parceria que transforma;
  • Percursos da educação integral em busca da qualidade e da equidade;
  • Tendências para a Educação Integral;
  • Territórios Educativos: como aprender na cidade? (2018);
  • Territórios Educativos para Educação Integral (2014).

Parceiro

Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds).
Formação para quem quer aprender

Letras e Números

Para que a educação de uma pessoa se desenvolva plenamente, é preciso assegurar o pleno domínio de duas competências que envolvem raciocínios complementares: a Língua Portuguesa e a Matemática. Como promover esse encontro?
  • Acreditamos que, mesmo em contextos desafiadores, é preciso ir ao encontro de saídas que somem e multipliquem esses saberes.
 

O contexto

O Brasil é um país de dimensões continentais. Suas potencialidades, porém, são proporcionais aos seus desafios. Se os exemplos desse desequilíbrio são muitos, os resultados a que chegaram os pesquisadores do Instituto Paulo Montenegro (2016) são alarmantes: apenas 8% da população brasileira em idade de trabalhar é considerada plenamente capaz de entender e de se expressar por meio de letras e números.
  • Para o Itaú Social, ações que promovem o uso social da Língua Portuguesa e da Matemática são investimentos estratégicos, pois o domínio dessas competências fundamentais permite o acesso às demais áreas do conhecimento.
 

Finalidade

A proposta do Programa “Letras e Números” é promover ações que enxerguem a Língua Portuguesa e a Matemática como instrumentos de cidadania, deslocando a visão consagrada de que são “meras disciplinas” para o entendimento de que são elementos constitutivos da vida plena na sociedade.
  • O programa “Letras e Números” promove ou apoia ações de grande relevo, tais como: “Escrevendo o Futuro” (escrevendoofuturo.org.br), “Leia para uma Criança” (www.itau.com.br/crianca), “Prazer em Ler” (www.goo.gl/o7uafr) e “Olimpíada Brasileira de Matemática” (https://www.obm.org.br/) – esses dois últimos em parceria com o Instituto C&A, com o Instituto de Matemática Pura Aplicada (IMPA) e o Ministério da Educação (MEC).
 

Parceiros

  • Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC);
  • Instituto C&A;
  • Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP);
  • Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA );
  • Instituto Sidarta;
  • Ministério da Educação (MEC);
  • Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC).

Referências

Indicador de Analfabetismo Funcional.  
Formação para quem quer aprender

Escrevendo o Futuro

A garantia do direito à educação tem papel central na formação de um país justo, que proporcione dignidade a seus cidadãos. Como contribuir para a melhoria da leitura e da escrita, bases para a educação de qualidade?
  • Acreditamos na formação continuada para os educadores como forma de aprimorar os seus conhecimentos, inovar suas estratégias de ensino, inspirar-se com outras experiências e compartilhar sucessos e desafios vivenciados na prática.
 

O contexto

De acordo com a edição 2015 da pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), apenas 8% da população brasileira tem pleno domínio da linguagem escrita. Por outro lado, segundo a pesquisa Profissão Professor (2018), somente 1/3 dos professores consideram que a formação inicial, recebida na faculdade, os preparam para os desafios da docência. Como colaborar para a melhoria desse quadro?
  • Para nós, o caminho é o olhar atento para a sala de aula, para os diferentes contextos da educação pública no Brasil e para os potenciais que os educadores, estudantes e comunidades já possuem.
 

Finalidade

A proposta do Programa “Escrever o Futuro” é contribuir para a formação dos educadores por meio da combinação de ferramentas virtuais e ações presenciais.
  • O programa reúne iniciativas relevantes e abrangentes. Uma delas é o portal “Escrevendo o Futuro”, ambiente de formação a distância que disponibiliza materiais para o ensino da leitura e da escrita. A plataforma promove a troca de experiências entre os usuários e o contato com desafios e soluções para a prática de sala de aula.
  • O programa realiza, ainda, a “Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro”. O concurso de produção de textos, desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação, mobiliza professores e alunos de escolas públicas de todo o país, do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.
 

Parceiros

  • Canal Futura;
  • Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec);
  • Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed);
  • Ministério da Educação (MEC);
  • União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime).
 

Referências

Formação para quem quer aprender

Leia para uma criança

Ler para crianças contribui para a ampliação de seu vocabulário e de sua capacidade de aprendizagem. Ainda, é um importante elemento de socialização, de reforço do vínculo entre adultos e crianças. Como estimular a ampliação desse hábito no Brasil?
  • Mais que garantir o livre acesso das crianças às leituras, sejam elas em papel ou em suportes digitais, acreditamos que é preciso valorizar o ato de ler como potente para o fortalecimento dos laços afetivos e da ampliação da visão de mundo.
 

O contexto

O Brasil é um país com índices de leitura muito baixos. De acordo com a última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2016), o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. O resultado do país na última edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) foi o 59º lugar, entre 70 países avaliados, no que diz respeito à capacidade de leitura dos estudantes. Como estimular o ato de ler no dia a dia das pessoas? Como levar as pessoas a valorizarem a leitura, a reconhecerem o seu potencial para o desenvolvimento das crianças?
  • Para nós, o estímulo à leitura do adulto para a criança é um instrumento poderoso para o fortalecimento dos vínculos afetivos, familiares e para aproximar a leitura do cotidiano.
 

Finalidade

A proposta do Programa “Leia para uma Criança” é incentivar a valorização da leitura e o desenvolvimento das crianças por meio do contato com o mundo dos livros, o que reforça, ainda, os vínculos entre elas e os adultos. Para alcançar esse objetivo, o programa estrutura a distribuição de livros infantis para a sociedade como um todo e para espaços educativos como bibliotecas, escolas, organizações da sociedade civil e instituições de assistência social.
  • A Coleção Leia para uma Criança é composta por dois livros infantis. Eles são distribuídos anualmente para a sociedade como um todo por meio de uma campanha de mobilização.
  • Desde a criação do programa, quase 4 milhões de livros impressos já foram distribuídos. Mais de 5 mil obras já foram oferecidas em braile e com fonte expandida para pessoas com deficiência visual. Mais de 400 mil títulos já foram enviados para bibliotecas públicas, organizações da sociedade civil e escolas. São realizadas, ainda, iniciativas de difusão da leitura por meio de suportes digitais.
 

Parceiros

  • Banco Itaú;
  • Fundação Dorina Nowill;
  • Organizações da Sociedade Civil;
  • Secretarias Municipais de Educação.
 

Referências