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Projeto Desengaveta Meu Texto incentiva práticas de leitura e escrita entre estudantes do Ensino Fundamental II

Pesquisa realizada na cidade de Campina Grande (PB) analisa impacto da leitura e escrita na formação das crianças nos anos finais da Educação Básica


Realizada com apoio técnico e de recursos do Itaú Social e da Fundação Carlos Chagas, a pesquisa “Desengaveta Meu Texto: Práticas de leitura e escrita no Ensino Fundamental II” analisa um projeto que, entre as iniciativas, coleta textos de estudantes, antes restritos às salas de aulas, e compartilha com leitores da cidade de Campina Grande (PB), visando incentivar o letramento como prática social.

Assista ao vídeo com a coordenadora do projeto

O estudo foi um dos 14 contemplados pelo edital “Anos finais do ensino fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública”. Ele foi coordenado pela pedagoga Patrícia Silva Rosas de Araújo, com a supervisão da também pedagoga Vera Lúcia Batalha de Siqueira Renda.

Confira o sumário executivo da pesquisa

Iniciada em 2019, antes da pandemia, a pesquisa ocorreu em cinco escolas da rede pública do município, alcançando 1.700 estudantes e dezenas de professoras e professores.

O projeto Desengaveta Meu Texto é um dos finalistas do Prêmio Jabuti deste ano, um dos mais tradicionais reconhecimentos literários do Brasil. Ele concorre com o programa Lugar de Livros, do Itaú Social e da TV Cultura, uma série que trata sobre a importância da leitura na primeira infância.

Intervenções
No primeiro ano do projeto, as pesquisadoras promoveram três intervenções nas escolas, sendo elas a revitalização da biblioteca escolar, a criação do Clube Literário para estudantes e a formação para docentes.

Nos dois anos seguintes foram criadas as iniciativas “Tem um livro a caminho”, um delivery literário que distribuiu livros para crianças e adultos das escolas; e o “Saber Conectado”, uma série de eventos e formações on-line destinada aos alunos e docentes.

O estudo afirma que a literatura tem um potencial transformador na vida do estudante, portanto recomenda-se que ela “precisa virar pauta da aula como uma experiência pessoal, estética e plural”.

“A escola tem ensinado que para responder à leitura, o estudante precisa preencher longos exercícios e fichas de leitura ancoradas no livro didático. No entanto, pode-se propor diferentes interações com a leitura, como por exemplo, a produção de podcast literário, um bate-papo na turma, um círculo de conversa com outros leitores, um talk show que aborde a temática do livro, uma entrevista com o autor do livro, entre outras”, diz a pesquisadora Araújo.

Edital Anos Finais
O edital de pesquisa “Anos finais do ensino fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública” tem por objetivo fomentar, apoiar e disseminar pesquisas que apontem recomendações para a construção de soluções e superação dos desafios no período escolar do 6º ao 9º ano, promovendo a interação entre a academia e a realidade escolar. Ao todo, o edital investiu R$ 3,68 milhões no financiamento das iniciativas de pesquisa.

Conheça os 14 projetos selecionados

Veja também o resultado da pesquisa “Sucesso escolar: em busca de estratégias para o fortalecimento de crenças de eficácia” e “Anos finais do ensino fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública”, ambas apoiadas pelo edital.

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