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A pandemia trouxe novas perspectivas e oportunidades de ação aos voluntários do Mobiliza Itaú. Bancário de Goiás conta como a sua decisão de tornar-se disponível o levou a ampliar sua participação solidária


André (o quarto da fila de cima, com camisa azul, segurando uma máscara de Hulk), com o grupo de voluntários do Comitê Mobiliza Itaú de Anapólis (GO): “Tenho muito orgulho de ser um elo dessa corrente do bem, ampliando seu raio de atuação”. Foto: Arquivo pessoal

Por Lidiane Barros, Rede Galápagos, Cuiabá (MT)
Depoimento de André Franco Arruda, bancário, Itapuranga (GO)

Desde que iniciei a carreira no Itaú, minha vida tem sido marcada por processos dinâmicos. Sempre me abri a novas oportunidades, mesmo que isso significasse ter de mudar de cidade. Em sete anos já passei por 30 agências e morei em 20 lugares diferentes. Sempre em Goiás. Durante a pandemia a circulação foi mais intensa, pois me coloquei à disposição para substituir colaboradores do grupo de risco que precisavam ficar seguros. Onde precisassem, lá estava eu. 

Ao mesmo tempo, eu me mantinha conectado ao Comitê Mobiliza Itaú de Anápolis (GO). O Mobiliza Itaú é um programa institucional de incentivo ao voluntariado do qual faço parte desde que foi criado, há uns cinco anos. Sinto que foi a partir daí que me posicionei no mundo como um agente de transformação social, ajudando na sensibilização de parceiros, organização de campanhas e interação com as comunidades. 

Retomamos nossa agenda no primeiro semestre, com a distribuição de ovos de Páscoa a crianças de bairros periféricos de Anápolis, cidade onde concentramos boa parte das atividades. Alguns dos próximos encontros presenciais serão as já usuais rodas de leitura em praças públicas, voltadas à formação de novos leitores, utilizando o acervo do projeto Leia com uma Criança. Na pandemia tivemos que mudar o foco. Em razão da demanda, distribuímos cestas básicas e kits com produtos de higiene e limpeza.

Foi nesse período que me familiarizei mais com o ambiente virtual, pois nossa articulação passou a ocorrer de modo remoto. Até mesmo o diálogo com potenciais parceiros, como amigos e empresários que nos ajudavam a ampliar o número de doações. 

Quando já estava dominando as ferramentas tecnológicas de interação, uma nova oportunidade surgiu. Uma mensagem corporativa convocava voluntários para avaliar projetos inscritos em editais do Itaú Social. Avaliei cinco propostas de cidades de outras regiões do país. Para tanto, tive que me aprofundar. Conheci os projetos, entrevistei gestores, fiz minhas anotações e, por fim, recomendações. As demandas eram variadas, de aquisição de computadores e tablets a cestas básicas. Enquanto ia avaliando, eu me pegava pensando: “Mas como eu vou dizer não para um projeto desses?”. Disse sim para todos. Ao buscar a lista final, uma grata surpresa: os cinco haviam sido aprovados! Até então não tinha certeza se seriam aprovados, já que minha avaliação era só a primeira fase do processo de seleção, pois eles passariam por outros crivos. 

Ou seja, pude colaborar em um processo que contemplou muitas instituições e, por consequência, comunidades, famílias de outros lugares do país que eu mal poderia imaginar. Um voluntário que está distante mas se fez presente. 

Substituir os colegas, me empenhar nas ações do comitê e, agora, poder colaborar com projetos sociais remotamente foram meios que encontrei para fazer algo que me é inato: estar disponível. É como se eu usasse um colete permanente de “Posso ajudar”? 

Me movimentar nesse sentido me trouxe um grande alívio em tempos tão difíceis. Tenho muito orgulho de ser um elo dessa corrente do bem, ampliando seu raio de atuação. Fico feliz por saber que, para além das ações voluntárias dos funcionários e de suas famílias — que acabam ajudando sempre —, essa prática inspira e apoia o suporte a tantas e cada vez mais comunidades e famílias de todo o país. 

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