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Obras de autores indígenas ganham espaço na literatura brasileira

Itaú Social oferece curso que reflete sobre o papel de livros produzidos por indígenas na preservação das histórias e costumes dos povos originários


A literatura indígena proporciona uma reflexão mais ampla, a partir de perspectivas diversas, sobre desafios atuais vividos por toda a sociedade. Esses são alguns dos assuntos abordados no curso “Jenipapos – Literatura de autoria indígena” oferecido pelo Polo, ambiente de formação do Itaú Social.

A formação conta com a parceria da MINA Comunicação e Arte e seu conteúdo é resultado do encontro Jenipapos: Redes de Saberes, realizado em 2020, com a participação da escritora Conceição Evaristo, e dos autores indígenas Ailton Krenak,  Daniel Munduruku, Dona Liça Pataxoop, Dona Vanda Pajé, Eliane Potiguara e Julie Dorrico.

A proposta do curso é de aproximar a temática da literatura de autoria indígena, com seus pontos e contrapontos históricos e atuais, a partir da contribuição dos povos originários. A formação tem duração de seis horas e o público que concluí-lo receberá um certificado.

Falta de visibilidade
Durante muitos anos, obras produzidas pelos povos originários eram deixadas à margem da literatura. Esse silenciamento vem sendo confrontado ao longo do tempo por lideranças indígenas e pelo avanço de direitos sociais, especialmente pela Constituição Federal e pela Lei 11.645/08, que inclui a história e cultura de povos originários nas salas de aula. 

“Mesmo fazendo parte da construção da identidade nacional, desde sempre, nossas vozes foram silenciadas. Temos mudado isso com a literatura, que é militância, com certeza, mas o que precisamos de fato para o país é de um projeto nacional de desenvolvimento”, destaca o escritor indígena Daniel Munduruku.

Essa visibilidade de obras produzidas por escritores indígenas colabora com a redução das desigualdades sociais. “É preciso reconhecer os importantes desafios que tocam a sociedade brasileira no que tange às desigualdades sociais, sobretudo étnicas e raciais, e acreditamos no potencial da literatura para atuar em prol do respeito às diferenças”, ressalta a coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, Dianne Melo. 

Leia com uma criança
O Itaú Social contribui para difundir a literatura de autores indígenas por meio do programa Leia com uma criança, que em 2021 distribuiu mais de 1,8 milhão dos livros, entre eles o “Os olhos do jaguar”, do autor indígena Yaguarê Yamã, ilustrado por Rosinha e publicado pela Jujuba, beneficiando cerca de 930 mil crianças.