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Confira os selecionados do Edital de Jornalismo de Educação

Iniciativa do Itaú Social e Jeduca financiará oito projetos de reportagem, que serão publicadas até maio de 2022


Oito projetos de reportagem de jornalistas residentes em seis estados de quatro regiões brasileiras foram selecionados no 3º Edital de Jornalismo de Educação, uma iniciativa da Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) e Itaú Social.

O resultado refere-se à categoria “Jornalista”. A categoria “Estudante”, que premia os TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) defendidos na área de comunicação sobre educação, continua com as inscrições abertas até 31 de janeiro de 2022. Inscreva-se aqui

A categoria “Jornalista” do Edital de Jornalismo de Educação contou com 62 inscrições válidas, de 81 jornalistas de 19 unidades federativas. Os projetos selecionados receberão uma bolsa de R$ 8 mil para seu desenvolvimento. Ao todo, 13 profissionais trabalharão nas pautas e terão até o dia 15 de maio de 2022 para a publicação das reportagens. 

Os temas dos projetos selecionados abrangem desde o impacto do sistema de cotas no ingresso no ensino superior à infraestrutura das escolas indígenas, passando pelo efeito das mudanças climáticas na educação de meninas no semiárido, a educação de adolescentes privados de liberdade, as consequências da insegurança alimentar na educação em Minas Gerais, as escolas militarizadas na Bahia, os desafios de professores, estudantes e pais LGBTQ+, além das desigualdades na educação formal dos povos ciganos.

Para o presidente da Jeduca, Fábio Takahashi, as pautas selecionadas chamam a atenção pela diversidade. “Todos que estamos envolvidos neste projeto chegamos a ficar emocionados com tanta dedicação dos jornalistas, desde a elaboração dos projetos. São excelentes pautas, numa enorme diversidade de temas, formatos e profissionais envolvidos”, comenta. Na visão de Takahashi, o resultado do edital indica o quanto a profissão de jornalista “é necessária e potente”.

Além da diversidade, o coordenador de Comunicação do Itaú Social, Alan Correia, destaca a perspectiva investigativa e de aprofundamento analítico das pautas selecionadas. “Que bom que o edital oferece a possibilidade de fomentar esse tipo de produção jornalística, que depende de mais tempo e de estrutura”, ressalta. “Estou curioso para ver qual é o panorama da educação brasileira que os jornalistas vão conseguir captar”.

A coordenadora da Comissão Julgadora e Editorial, a jornalista Denise Chiarato, afirma que a iniciativa favorece apurações in loco mais detalhadas, com novas fontes e que tragam um retrato preciso do que acontece dentro e fora das escolas brasileiras. “A diversidade das pautas apresentadas mais uma vez demonstra que o edital alcançou seu objetivo de incentivar jovens jornalistas de diversas partes do país a mergulhar em assuntos que, muitas vezes e por inúmeras razões, são negligenciados”, analisa Denise. 

“Para nós, que atuamos na comissão julgadora, é gratificante essa troca de experiências e a oportunidade de acompanhar o trabalho e o entusiasmo desses jornalistas”, complementa Denise. Também compõem a comissão os jornalistas Marta Avancini, Ricardo Falzetta e Rodrigo Ratier. 

Confira o resumo das pautas selecionadas:

“Impacto das mudanças climáticas na educação de meninas e jovens do semiárido brasileiro”, de Anelize Moreira (MG) e Camila Salmazio (SP): a reportagem pretende mostrar os impactos dos fenômenos climáticos extremos na vida escolar de meninas residentes no Semiárido de dois estados do Nordeste. Além de ameaçar a sobrevivência das pessoas, esses eventos colaboram para aumentar as desigualdades, impactando na escolarização de meninas: elas acabam sendo retiradas da escola pelos responsáveis para ajudar no trabalho doméstico ou na renda familiar. A matéria será publicada no portal Lunetas.

“Socioeducação: como estudam adolescentes brasileiros que cumprem medida de privação de liberdade?”, de Fernanda La Cruz (RS): a matéria tem o objetivo de apresentar o ensino a que têm acesso os adolescentes e jovens na socioeducação brasileira, demonstrando como estudam e como funcionam as escolas nas unidades socioeducativas. A pauta busca ainda apresentar um panorama do papel da educação na vida de quem comete ato infracional – a maior parte, adolescentes em vulnerabilidade social. A matéria será publicada no site do projeto #Colabora.

“Lutando por igualdade: os desafios de professores, estudantes e pais LGBTs em sala de aula”, de Ícaro Kropidloski (RS): tomando como pano de fundo dados sobre as agressões às pessoas LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), a reportagem pretende responder uma pergunta: “quais são os desafios de professores e estudantes LGBTs em sala de aula?”. Entre os temas abordados estão a segurança dos espaços escolares para esses estudantes e professores e os efeitos da discriminação no aumento das desigualdades. A reportagem será publicada no site Nonada.

“Dez anos de cotas: os beneficiados e as lições para os próximos anos”, de Ítalo Cosme (CE) e Patrick Freitas (SP): em 2022, a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) completa dez anos. Para traçar a evolução da ação afirmativa, a reportagem ouvirá os estudantes negros e pardos beneficiados ao longo da década pela iniciativa. O objetivo é fazer um balanço e identificar o que pode ser tomado como lição para o futuro. Será publicada no jornal O Estado de S.Paulo.

“Professores sem giz, alunos sem carteiras: a desestruturação de escolas indígenas no Amazonas”, de Jullie Pereira (AM) e Ariel Bentes (AM): a matéria vai apresentar panorama da desestruturação física, orçamentária e curricular. A  intenção é enfocar a realidade de ensino para educadores e alunos que não possuem prédios escolares adequados, dentro de territórios indígenas e apresentar um painel dos impactos dos cortes orçamentários para a educação indígena. Será publicada no site Amazônia Real.

“Hora da Merenda: efeitos da insegurança alimentar na educação em Minas Gerais”, Lara Alves (MG) e Pedro Rocha Franco (MG): a pauta pretende investigar o impacto do atual cenário da alimentação escolar no Brasil para identificar o impacto na vida, saúde e educação de crianças e adolescentes. Parte da reportagem deverá ser realizada na região do Vale do Jequitinhonha (MG). A pauta será veiculada na Rádio Itatiaia.

“Militarização de escolas na Bahia”, de Paulo Oliveira (BA) e Linda Gomes (BA): a pauta pretende enfocar o processo de implantação de escolas militarizadas em três cidades baianas: Salvador, Vitória da Conquista e Conceição do Jacuípe. A intenção é apurar os impactos da militarização sobre o fechamento de escolas, as reações e eventuais resistências na comunidade escolar e o debate em torno do tema. Será publicada no portal Meus Sertões.

“Desigualdades na educação formal dos povos ciganos no Brasil: Desafios e perspectivas”, de Roi Rogeres Fernandes Filho (BA): a reportagem pretende problematizar as desigualdades de acesso à educação formal dos povos ciganos em relação a outros grupos – desde a escolarização das crianças e jovens até o ensino superior. Abordará os principais desafios e dilemas para acesso, permanência e finalização dos processos educativos dessas pessoas. Será publicada no portal Educação & Justiça.

Veja os resultados do e do editais.