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Seminário Melhoria da Educação discute recuperação de aprendizagens com foco na equidade

Evento está disponível no canal do YouTube do Itaú Social e já conta com mais milhares de visualizações


O Itaú Social promoveu na quarta-feira, 16 de março, o 2º Seminário Melhoria da Educação. O evento discutiu os caminhos para a recuperação das aprendizagens com foco na equidade, considerando os desafios trazidos pela pandemia de Covid-19. Busca ativa escolar, enfrentamento das desigualdades de gênero e raça, acolhimento da comunidade escolar,  trabalho intersetorial nos municípios e avaliação e monitoramento foram alguns dos pontos levantados pelos convidados como fundamentais para o atual momento da educação.

Assista ao Seminário Melhoria da Educação na íntegra

“O desafio agora é lidar com todos os efeitos de quase dois anos de aulas a distância, ou em regime híbrido, ou ainda, de nenhuma aula com nenhuma aprendizagem que causaram enormes impactos no aprendizado de crianças e adolescentes de todo o país”, declarou a superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann, que fez a mediação do evento.  

O Seminário contou com a participação do professor-emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Chico Soares; da diretora da Comunidade Educativa CEDAC, Tereza Perez; e da secretária de educação de Santa Bárbara D’Oeste (SP), Tânia Mara da Silva.

O professor Chico Soares ressaltou que garantir a educação para crianças e adolescentes é dever de todos, e avalia a importância da avaliação como forma de tornar o ensino mais equânime. “Precisamos deixar a avaliação mais próxima do ensino. A nossa avaliação no Brasil está preocupada em dar uma descrição geral, mas tão geral, que está perdendo a utilidade. Na escola, não interessa quem está em primeiro ou segundo lugar de um exame, interessa a necessidade da aprendizagem. Então é preciso reorganizar a avaliação para ajudar a criança, essa prática não impede a produção de dados para a gestão utilizar na elaboração de políticas públicas.”

A secretária de educação Tânia Mara da Silva contou sobre os desafios enfrentados pela pasta e enfatizou a importância do trabalho integrado das secretarias de Educação, de Saúde e de outras áreas para recuperar a aprendizagem principalmente daqueles em situação de vulnerabilidade. “Pensar a intersetorialidade a partir da educação é fundamental, porque é preciso pensar gênero, raça e classe social. Nós não vivemos em universos separados e a escola abrange todas as pessoas. É preciso olhar para tudo isso, pensar sobre a pluralidade que compõe a escola e fazer uso deste conhecimento para poder criar condições aos estudantes e elaborar políticas públicas equânimes”. 

Outro elemento discutido no Seminário foi sobre como cada estudante tem a sua velocidade para aprender, como explicou Tereza Perez. “A equidade no ensino tem que estar na rede, mas também precisa estar na sala de aula. Se eu tenho uma criança que não está aprendendo, eu preciso ofertar mais, preciso disponibilizar mais tempo e novas estratégias para que ela possa avançar”.

O evento contou com apoio da Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação) e do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), e teve como público-alvo dirigentes, gestores, assessores de secretarias municipais de educação e iniciativas de colaboração intermunicipal. 

Volta à sala de aula
O Seminário também marcou o lançamento do percurso Recuperação das Aprendizagens no Polo, ambiente de formação do Itaú Social. São seis cursos que oferecem estratégias e ferramentas pedagógicas para potencializar o planejamento educacional da rede e das escolas, contribuindo com ações focadas na redução das desigualdades ampliadas pela pandemia e garantindo o direito às aprendizagens de todos os estudantes.

Ilustração apresenta os seis cursos que estão disponíveis no percurso Recuperação das Aprendizagens

Melhoria da Educação
A iniciativa faz parte do programa Melhoria da Educação, que desde o ano de 1999 busca o fortalecimento das secretarias municipais de educação, para garantir qualidade e equidade no acesso, permanência e aprendizado das crianças, adolescentes e jovens. Recentemente, o programa firmou a parceria com 83 municípios e acompanhará a implementação de tecnologias educacionais até 2024.

“O programa Melhoria da Educação, criado há mais de 20 anos, tem apoiado secretarias municipais e estaduais de Educação de todo o país, promovendo trocas sobre a gestão pedagógica e administrativa da rede para garantir o acesso, a permanência e o aprendizado para todos os estudantes com equidade”, ressalta Angela durante o evento.