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Pesquisa busca soluções para casos de conflitos em ambiente escolar

Iniciativa indica criação de espaço para reflexão entre docentes e estimula o protagonismo juvenil como estratégias para melhorar a convivência escolar


A escola é um espaço de formação que promove a convivência entre crianças e adolescentes, mas que, por vezes, essa relação é marcada por episódios de indisciplinas e de diferentes formas de violência.  É com base nesse desafio que a pesquisa “A Convivência como Valor nas Escolas Públicas: implantação de um Sistema de Apoio entre Iguais” buscou encontrar soluções para melhorar o ambiente escolar.

O estudo foi um dos 14 contemplados pelo edital “Anos finais do ensino fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública”, realizado pelo Itaú Social em parceria com a Fundação Carlos Chagas. A pesquisa foi coordenada pela pedagoga Luciane Regina Paulino Tognetta e supervisionado pela pesquisadora Maria Fátima Barbosa Abdalla.

Confira o sumário executivo

“Os resultados de nossas investigações sobre o sofrimento emocional vivido entre os alunos indicam-nos que, para além da saúde física, nossos adolescentes experimentaram, diante do inesperado da pandemia, sentimentos de medo, de tristeza e de nostalgia, expressos em sintomas de depressão, ansiedade, automutilações e ideações suicidas”, descreveu as pesquisadoras.

Esse sofrimento não fica restrito apenas aos adolescentes, pois o estudo identificou que crianças já experimentaram esses sentimentos negativos. O problema é ainda maior para estudantes pretos e pardos, tanto em adolescentes como crianças.

Recomendações
Após a realização do projeto de pesquisa, as pesquisadoras destacaram ações que os colégios e o poder público podem adotar com o objetivo de reduzir os episódios de violências ocorridas no ambiente escolar, confira:

  • Tarefas da escola: realizar um trabalho contínuo e permanente de proteção, cuidado e bem-estar de suas alunas e alunos; identificar a relação entre os estudantes com a escola a fim de propor mudanças para melhorar o clima e a convivência escolar; inserir a temática da convivência e acolhimento no currículo escolar;
  • Tarefas do poder público: estabelecer parcerias entre escolas com equipamentos da assistência social e da saúde; implementar espaços contínuos de encontros e reflexão sobre as temáticas da convivência entre os profissionais da educação.

Como foi a pesquisa
Desenvolvida nas escolas públicas de São Paulo, o projeto de pesquisa contou com três frentes de ações: atuação formativa, organizações de materiais de apoio e diagnóstico e avaliações.

As atuações formativas foram destinadas para docentes e ofereciam conteúdo teórico e práticas pedagógicas sobre a formação de personalidades éticas; participação democrática dos estudantes; e a criação das câmaras de mediação, um conjunto de intervenção para solucionar os problemas de convivência escolar.

Em razão da pandemia da Covid-19, o compartilhamento dos materiais de apoio ocorreu em forma de vídeos, livros de literatura e atividades curriculares direcionadas para que os estudantes realizassem junto de suas famílias.

Ao longo da pesquisa, foram feitas avaliações, tanto com professores como com os estudantes da rede pública de São Paulo. A primeira investigação ocorreu antes da pandemia e tinha a proposta de identificar qual era o clima nas escolas. A iniciativa envolveu 945 mil estudantes e 16 mil membros da gestão escolar. A segunda foi uma autoavaliação realizada com os participantes das atuações formativas

Em razão do fechamento das escolas por conta da Covid-19, a equipe de pesquisa elaborou mais um conjunto de avaliações que analisou: o sofrimento emocional dos estudantes durante o período de afastamento social; a violência prática no ambiente virtual, como o cyberbulling; e a percepção dos docentes no tratamento de resoluções de problemas de convivência. Os dois primeiros temas registraram a participação de 1.049 crianças e adolescentes das DREs (Diretoria Regional de Ensino) Leste 3 e Taquatiringa.

Veja também o resultado das pesquisas:

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