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Pesquisa analisa caminhos para superar a desigualdade pedagógica no ensino da leitura e escrita

Iniciativa apoiada pelo Itaú Social promoveu ações de incentivo à leitura para estudantes dos anos finais do ensino fundamental por meio da literatura


Pensar o ensino da leitura, escrita e oralidade no ambiente escolar, observando as dificuldades e potencialidades do entorno, foi o objetivo da pesquisa “Expressão, Simbolização e Resolução de Problemas: tratar a evasão e a desigualdade no pedagógico”, desenvolvida na Escola Estadual de Ensino Fundamental Helena litwin Schneider, localizada na periferia de Porto Alegre (RS), com o apoio do Itaú Social e Fundação Carlos Chagas.

O estudo foi um dos 14 contemplados pelo edital “Anos finais do ensino fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública”. A iniciativa promoveu atividades pedagógicas por meio de oficinas e grupos de discussão entre estudantes e professores. Entre as atividades estavam as “caixas didáticas”, formadas por livros literários com o objetivo de fomentar a leitura e a partilha na comunidade escolar.

Confira o sumário executivo da pesquisa

Na primeira etapa da pesquisa de campo foram feitas intervenções pedagógicas e acompanhamento para ter um diagnóstico sobre o nível da leitura e escrita dos estudantes. Essa etapa ocorreu entre os meses de julho de 2019 e março de 2020, data que marca o início da pandemia da Covid-19. 

As atividades envolveram leitura e escrita dos alunos, especialmente das turmas do oitavo ano. Nesta fase foram entregues as caixas didáticas para a escolha e partilha entre os estudantes. Também ocorreram momentos de entrevistas com os adolescentes como forma de compreender melhor o resultado da análise dos pesquisadores.

A segunda etapa do projeto foi realizada durante a pandemia, com as salas de aulas fechadas. Neste período, ocorreram reuniões com a gestão da escola e corpo docente para discutir estratégias de como manter a participação dos estudantes durante as aulas virtuais.Além disso, foram realizadas formações sobre ensino remoto, avaliação e rotinas escolares considerando o período de distanciamento social.

A partir deste acompanhamento dos estudantes e do trabalho dos docentes e da gestão, a pesquisa identificou que o território exerce influência no ambiente escolar, provocando para que as ações pedagógicas sejam voltadas a enfrentar os problemas sociais da comunidade.

Após a análise e as ações realizadas do estudo, os pesquisadores listaram nove recomendações que a escola e a gestão pública municipal podem adotar como forma de qualificar o ensino da leitura e escrita dos estudantes. Confira a lista no fim da página do sumário executivo da pesquisa.

A intervenção do projeto resultou na destinação de uma coleção de livros para o acervo da biblioteca escolar e para a produção de caixas didáticas. Também foi instalado laboratório de informática na escola com 15 computadores.

O projeto teve a coordenação da pesquisadora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Luciene Juliano Simões, e a supervisão da pesquisadora Eveline Tápias. Também participaram do estudo as doutorandas Bibiana Cardoso da Silva e Kaiane Mendel; as bolsistas de iniciação científica Fernanda Soldatelli e Thayná Prado; o mestrando Ismael Moreira Jardim e o estagiário Leonardo Vargas. Na escola, o projeto teve a participação da diretora Priscila Bobsin de la Vega.

Edital Anos Finais
O edital de pesquisa “Anos finais do ensino fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública” tem por objetivo fomentar, apoiar e disseminar pesquisas que apontem recomendações para a construção de soluções e superação dos desafios no período escolar do 6º ao 9º ano, promovendo a interação entre a academia e a realidade escolar. Ao todo, o edital investiu R$ 3,68 milhões no financiamento das iniciativas de pesquisa. 

Veja também o resultado das pesquisas: