

Por Ana Luísa Pereira, Rede Galápagos, Curitiba (PR)
Depoimento de Wiviane Assumpção, líder de atendimento da agência Pátio Batel de Curitiba
Eu sempre tive vontade de fazer voluntariado. É aquela coisa: todo mundo sabe que é um trabalho gratificante, mas é difícil encaixar na rotina. Um dia, a Fátima, uma amiga do banco, me chamou para participar de uma ação relacionada ao Leia com uma criança. E foi depois daquele dia que eu pensei: é isso. A partir desse dia eu entendi que o voluntariado precisava fazer parte da minha vida. Então chamei mais uma amiga para participar do projeto, e mais outra, e quando vi já estávamos indo em escolas. E foi então que o trabalho voluntário me achou. E não é difícil, pois o banco faz um trabalho de divulgação constante por e-mail, além de disponibilizar verba para as ações.
Do dia em que eu me inscrevi no comitê até agora passaram uns três anos, e posso dizer que realmente é um trabalho de formiguinha. Percebi que precisava cutucar as pessoas das agências de Curitiba e comecei a enviar convites frequentemente e hoje montamos uma rede com mais de 25 pessoas engajadas em movimentar o trabalho voluntário. São muitas as histórias, inclusive presenciando a ação de programas como o Comunidade, Presente!. Antes da pandemia, pude acompanhar a reforma de espaços de instituições de educação, que era então o foco do programa. Foi um trabalho muito lindo, pois ali você entende as necessidades das escolas, e ver a obra concluída é muito gratificante, porque a gente sabe que está impactando a vida de muitas pessoas, crianças, famílias. Durante a pandemia, o programa focou sua atuação na distribuição de cestas básicas por meio de organizações parceiras.
Algumas ações são mais marcantes. Sempre tem aquele momento em que você pensa: eu não vivo mais sem isto. Uma vez realizamos uma ação de final de ano no Lar do Idoso da Igreja Presbiteriana de Curitiba que foi um desses momentos. Os moradores do lar mandaram para as agências fotos com uma cartinha contando o que eles gostariam de ganhar no Natal. Muitos idosos pediram pijamas, perfume, enfim, coisas que para a gente são muito, mas muito viáveis de fazer acontecer. Reunimos todos os presentes, embrulhamos, foi um momento muito especial. Se só essa preparação já foi emocionante, a entrega, então, não tem nem como descrever. Poder entregar o presente que eles queriam, rir, ouvir as histórias deles. É muito emocionante. Porque pra gente pode parecer o mínimo. E pra eles pode ser tudo.
E esse é um movimento que vai contagiando. Hoje, minha filha me ajuda muito nesse trabalho, porque vê como ele se reflete na minha vida. Por isso eu digo: o trabalho a gente faz para os outros, mas quem colhe de verdade é a gente.
Saiba mais
- Curso Voluntariado e Sociedade: Conhecer para Transformar
- Voluntariado | Itaú Social
- CAROLINA MÜLLER — “Voluntariado é engajamento social”