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Livros em braile contribuem com o letramento e a autonomia de crianças com deficiência visual

Obras literárias em braile e fonte ampliada contribuem para que o universo literário e os benefícios da leitura sejam acessíveis


O hábito da medição de leitura é importante para contribuir com o desenvolvimento de capacidades da criança, como pensar, interpretar, falar, aprender e conviver. Por isso que, neste Dia Nacional do Sistema Braile, celebrado em 8 de abril, o Itaú Social destaca a importância dos livros em braile e fonte de ampliada como ponte que leva a criança com deficiência visual ao universo da literatura.

Nos últimos dez anos, o programa Leia com uma criança distribui livros infantis regulares e adaptados a crianças, por meio  de organizações da sociedade civil e escolas pelo Brasil. Somente no ano passado, foram entregues 4.636 exemplares em braile e fonte ampliada a 2.318 crianças. 

Leia com uma criança lança podcast

“O acesso à leitura e à literatura de qualidade é um direito que deve ser garantido a todas as crianças, considerando as crianças com deficiência visual. A acessibilidade traz inúmeros benefícios na vida destas crianças, pois a literatura é um dos alicerces para a aquisição da linguagem, para o domínio da língua e para a construção de conhecimento. Além disso, ao apresentar as histórias e personagens às crianças e adolescentes, a literatura exerce um papel fundamental na construção de identidade”, explica a coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, Dianne Melo.

De acordo com Aline Costa Benevides, mãe de Isaac e Levi, ambas crianças com deficiência visual, a leitura em braile é importante para desenvolver a autonomia de seus filhos, e o acesso aos livros adaptados é determinante. “É difícil encontrar livros, existem sites que vendem livros em braile, mas são muito caros”, destaca. 

O letramento e a alfabetização em braile permitem com que as crianças sejam incluídas na sociedade. Dentro da casa, Aline coloca “bolinhas” em alto-relevo nos móveis e itens domésticos. “Nas gavetas colei etiqueta em braile identificando manga longa, manga curta e cueca”, conta. Graças à leitura em braile e o treino da coordenação motora, seus filhos já conseguem realizar algumas tarefas sem precisar de ajuda, como esquentar seu próprio leite e pegar correspondência com o carteiro.

Como é produzido um livro em braile?
O livro em braile não é apenas a tradução das palavras, mas também informações e descrições de imagens e cenários que ilustram as obras, como explica a gerente da área de Soluções em Acessibilidade da Fundação Dorina Nowill, Carla de Maria. Há dez anos, a instituição realiza uma parceria com o Itaú Social para adaptar livros distribuídos pelo Leia com uma criança.

“Fazemos então a adaptação do conteúdo, ou seja, o editor realiza todas as marcações e adaptações para o sistema braile. Um livro com muitas ilustrações, por exemplo, demanda descrição de imagens que acompanham o texto. Quando o livro tem desenhos e mapas e precisa de uma elaboração maior, vai para a matriz de alumínio, porque o ponto do braile é mais preciso”, explica Carla. Todo o processo dura 60 dias em média.

Depois da produção, existe o cuidado para que os relevos não estraguem. “O manuseio do material final toma algum tempo também. Fazemos o fechamento do livro e colocamos nos envelopes. E tem o armazenamento. Ele não é igual ao de uma editora que trabalha com tinta, porque se você coloca um livro em cima do outro, o pontinho amassa. O livro precisa chegar ao leitor com o alto-relevo preservado, senão a leitura fica comprometida”, pontua Carla.

Linguagem em braile
O braile é um sistema universal de leitura e escrita tátil para pessoas com alguma deficiência visual. O alfabeto é composto por 63 símbolos em relevo e combinações de até seis pontos. A leitura ocorre da esquerda para a direita e pode ser utilizado uma ou duas mãos neste processo.

Leia com uma criança
O programa incentiva, desde 2010, a leitura do adulto para e com a criança como uma oportunidade de fortalecimento dos vínculos e da participação ativa na educação desde a primeira infância. Em 2021,  distribuiu títulos infantis de autoria negra e indígena para  mais de 930 mil crianças.

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