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Leitura desde sempre

Educadora de Corumbá (MS) recomenda o curso Infâncias e Leituras para profissionais de educação e para toda a família: “Estimula a formação de um vínculo da criança com a leitura desde a primeira infância”


O Moinho Cultural recebe alunos dos municípios brasileiros de Corumbá e Ladário (MS) e das cidades bolivianas de Puerto Suárez e Puerto Quijarro, para atividades no contraturno escolar. Foto: Instituto Moinho Cultural

Por Lidiane Barros, Rede Galápagos, Cuiabá (MT)
Depoimento de Mônica Barbosa Macedo, educadora e coordenadora de projetos do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, em Corumbá (MS)

Ao longo dos mais de 11 anos nos quais tenho atuado como coordenadora de projetos do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, em Corumbá (MS), o Itaú Social tem sido um parceiro primordial. Tanto no apoio às nossas ações quanto ao oferecer ferramentas para aprimoramento da gestão. Mas aqui quero falar mais especificamente do ambiente digital onde encontramos respostas e capacitação pedagógica, o Polo, que tem colaborado para manter a nossa equipe atualizada. E com perspectivas mais amplas para cumprirmos a nossa missão: assegurar direitos às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade que vivem na região da fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Nosso foco é garantir que tenham acesso a bens culturais e assim fortalecer a qualidade da sua educação. 

Se me perguntarem quantos cursos já fiz no Polo, não conseguiria nem calcular. Há pelo menos quatro anos tenho me lançado nos variados percursos. Meu curso mais recente foi o Infâncias e Leituras, marcando o início de uma jornada na área de Multiletramentos. Nesta, podemos encontrar uma gama de cursos que nos orientam sobre diversas maneiras de incentivar a leitura. O Infâncias e Leituras revela que é possível formar leitores já desde a primeira infância, com foco na faixa etária entre o zero e os seis anos. 

No Moinho, atendemos no contraturno alunos matriculados no ensino regular não só em Corumbá, como também em Ladário e que vivem nas cidades bolivianas de Puerto Suárez e Puerto Quijarro. Crianças de seis a oito anos começam nos níveis Básico I e II e depois, escolhem áreas para se dedicar.

Além de núcleos de dança, música, dança e tecnologia, temos nos dedicado à leitura, que no meu entendimento é uma arte que dialoga com todas as outras. Afinal, os espetáculos de dança e concertos de nossa orquestra, em boa parte, são inspirados em grandes obras literárias. E no mundo de hoje, para se manter atualizado sobre novas tecnologias, é preciso ler muito. Então, como atuo na coordenação dos projetos, estou em contato direto com os professores, na orientação e suporte. Por isso, vivo com o radar ligado. Absorvo, filtro e indico. 

Nossa equipe conta com quatro professores de literatura. Atuam em várias frentes, acompanham o desenvolvimento das crianças no ensino regular, verificam frequência e notas, realizam atividades com foco na interpretação de textos e rodas de leituras. A biblioteca possui um grande acervo, no qual estão incluídos os livros do programa Leia com uma criança. Para tornarmos esses momentos ainda mais divertidos, temos ainda uma gibiteca. A formação de leitores é um componente essencial de nossas atividades. Claro que indiquei o Infâncias e Leituras para os professores dedicados a essa área. E quero ressaltar: esse é um dos cursos que servem para todo mundo.

Em contato com o conteúdo do curso você aprende como mediar a leitura para a faixa do zero aos seis anos, compreende o poder da palavra na primeira infância e sua influência no comportamento dos futuros leitores. Aprende-se até a como montar uma biblioteca para os pequenos.

Mônica Barbosa Macedo: destaque para a formação de vínculos da criança com a leitura. Foto: Arquivo pessoal

Para quem se surpreende com a informação de que crianças com menos de um ano também leem, eu explico como aprendi: há títulos que podem ser “acessados” e que são destinados até mesmo para quem acabou de vir ao mundo. Mas, claro, no caso dessa leitura, a mediação é da mãe, do pai, feita pela professora da creche ou por avós, entre outros.

Vejo muitas situações em que para distrair a criança, já desde muito cedo, ela é colocada diante de uma tela de celular ou TV, com desenhos. E é só reparar: ela acompanha tudo! Então, que tal a gente trocar o som da TV ou do celular pela voz de um adulto lendo um livro? Ah, e como há títulos específicos para cada idade, a mediadora ou mediador não precisa ficar mudando a voz, palavras… Não é necessário “facilitar as coisas”’. Não subestime a criança. Ela compreende a linguagem e, afinal, há livros específicos para cada fase de desenvolvimento. Entendo que a formação para a leitura só é completa mesmo quando iniciada na primeira infância.

Estudante participa de atividade organizada pelo Núcleo de Cultura e Letramento do Instituto Moinho Cultural: foco em projetos para formação de leitores. Foto: Instituto Moinho Cultural

Depois do curso, até uma visita à biblioteca ou à livraria ficou diferente para mim. Vejo a seção infantil de uma outra forma, como se uma nova camada fosse revelada: “Ah, este livro é bom para isso, este para aquilo… como eu faria essa leitura?”. Vejo que não explorava o potencial dessa seção. 

Volto a dizer: esse não é um curso apenas para quem atua na área da educação. É um curso para a família, que nos abre a mente para a importância da leitura desde a primeira infância.

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