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Estudo avalia impacto dos jogos lúdicos e práticas de raciocínio lógico em sala de aula

Metodologia possibilita a participação de estudantes no ato pedagógico e na decisão de atividades que estimulam a criatividade e o uso da lógica


Três escolas da rede públicas da Bahia participaram da pesquisa “Raciocínio Computacional em Prática: desenvolvendo criatividade e logicidade nos anos finais do ensino fundamental”. O trabalho avaliou o impacto do método Raciocínio Computacional, que utiliza fundamentos e técnicas da computação, da ciência e dos jogos para abordar assuntos previstos em disciplinas escolares.

O estudo foi um dos 14 contemplados pelo edital “Anos finais do ensino fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública”, realizado pelo Itaú Social em parceria com a Fundação Carlos Chagas. Foi coordenado por Ecivaldo de Souza Matos, professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Confira o sumário executivo da pesquisa

Durante o trabalho, 15 docentes aplicaram o método durante suas aulas. A partir dos desafios e sucessos vivenciados pelos professores, iniciaram processos formativos com mais participantes, ocorrendo cursos presenciais e virtuais, além de tutorias individuais e encontro com os demais selecionados.

Recomendações
Uma das recomendações que o estudo aponta é o incentivo de formação de docentes nas competências e habilidades da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), e oferece como exemplo o percurso formativo do Polo, ambiente de formação do Itaú Social, disponível gratuitamente.

Outras indicações envolvem fomentar políticas públicas que permitam o protagonismo do docente em sala de aula, observando as necessidades e a cultura do território, e a criação de um espaço permanente e colaborativo de troca de experiências e estratégia entre professores.

Realização da pesquisa
A pesquisa foi dividida em quatro etapas, sendo a primeira a realização do Raciocínio Computacional em sala de aula realizada pelos 15 docentes; Na segunda, foi o momento de avaliação e de elaboração de uma proposta pedagógica colaborativa com os participantes; A terceira fase foi a implementação deste novo método em sala de aula; por fim, a última etapa foi a sistematização e a elaboração dos materiais pedagógicos como legado para outros professores.

A pandemia da Covid-19 e o impacto da doença nas escolas dificultou que os docentes que participaram das formações aplicassem o Raciocínio Computacional nas escolas.

“Estava prevista a implementação das propostas didáticas nas escolas, com uso do material desenvolvido. Todavia, para a maioria dos professores não foi possível implementar, seja por não ter conseguido adequar suas propostas ao ambiente virtual, seja pela ausência de estudantes durante a pandemia, ou mesmo, por a escola não ter aderido ao modo remoto”, diz o estudo.

Legados
No entanto, esta experiência deixou como legado para os demais professores um curso autoformativo, elaborado pelos participantes do projeto de pesquisa, que tem a proposta de oferecer estratégias para integrar o Raciocínio Lógico às práticas pedagógicas em sala de aula.

Também foram desenvolvidos vídeos, podcast, materiais instrucionais e site apresentando a metodologia para docentes interessados no assunto. Nesses ambientes é possível encontrar propostas lúdicas de ensino desenvolvidas como resultado da pesquisa, como jogos didáticos e histórias em quadrinhos.

Edital Anos Finais
O edital de pesquisa “Anos finais do ensino fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública” tem por objetivo fomentar, apoiar e disseminar pesquisas que apontem recomendações para a construção de soluções e superação dos desafios no período escolar do 6º ao 9º ano, promovendo a interação entre a academia e a realidade escolar. Ao todo, o edital investiu R$ 3,68 milhões no financiamento das iniciativas de pesquisa. 

Veja também o resultado das pesquisas: