Ir para o conteúdo Ir para o menu Ir para a Busca

AGÊNCIA DE

Notícias

Institucional

Estudantes produzem filmes sobre história e cultura negra e indígena

Pesquisa realizada em sete escolas públicas de Minas Gerais incentiva a produção audiovisual como ferramenta para refletir sobre história e cultura


A sétima arte é utilizada como instrumento pedagógico na pesquisa “Laboratórios de Práticas Audiovisuais”, realizada em quatro escolas de Belo Horizonte (MG) e três colégios inseridos no território indígena Xakriabá. O estudo utiliza a produção e exibição de filmes para aprendizagem da história e da cultura negra e indígena.

Ocorrida entre julho de 2019 a março de 2022, a pesquisa é uma adaptação do projeto Cinema, Educação e Comunidades, realizado pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A iniciativa conta com a coordenação da professora Clarisse Maria Castro de Alvarenga, com assistência das pesquisadoras Alexia Melo e Sílvia Miranda, e teve apoio do Itaú Social e da Fundação Carlos Chagas, por meio do edital “Anos finais do ensino fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública”.

Confira o sumário executivo

A pesquisa incentivou para que professores e seus alunos produzissem vídeos sobre a temática afro-indígena, para que fossem exibidos em outras escolas e comunidades participantes do projeto. O objetivo deste intercâmbio é refletir sobre os diferentes conteúdos e abordagens das produções audiovisuais.

Durante a realização do projeto em Belo Horizonte, surgiu à necessidade de reeditar a história e a vida dos moradores da capital mineira em função da ancestralidade e das histórias e culturas afro-brasileiras que foram marginalizadas durante séculos. Já no território Xakriabá, o que chamou a atenção foi à preocupação dos professores com a transmissão do conhecimento tradicional, a memória e os vínculos com os anciãos.

“Por meio das produções audiovisuais, seria possível tornar visíveis e audíveis as histórias e culturas apagadas. Esse processo envolve o acesso a apagamentos, mas também a vestígios, memórias e ressonâncias. Afinal, consideramos que as histórias e as culturas dos integrantes do grupo podem emergir nos processos de criação audiovisual e que as histórias e as culturas que nos interessavam amplificar são exatamente essas”, conta a pesquisadora.

Recomendações

A pesquisa deixa como legado cinco recomendações para que as escolas adotem com o objetivo de promover a prática pedagógica audiovisual, são elas:

  • Criação de espaço de escuta de docentes;
  • Disponibilização espaços, como laboratório de informática com equipamentos eletrônicos, câmeras, computadores e projetores;
  • Constituição de um acervo próprio de filmes, para que estudantes tenham referência sobre as obras nacionais e internacionais produzidas;
  • Realização de mostra de filmes por estudantes e professores;
  • Realização de mostra de filmes feitos nas escolas para a comunidade.

Outras sugestões são destinadas para que a gestão pública adote, como forma de incentivar projetos pedagógicos envolvendo o audiovisual:

  • Formação audiovisual de professores e professoras da educação básica;
  • Intercâmbio entre professores;
  • Constituição de acervo de filmes de acesso público para escolas e professores;
  • Disponibilizar propostas pedagógicas criativas de produções audiovisuais.

Etapas do projeto
A primeira fase do projeto de pesquisa promoveu envolveu 13 professores dos Anos Finais da Educação Básica, sendo seis deles de origem Xakriabá, para participarem de formações sobre produção audiovisual, com oficinas de captação e edição de imagem e som. Nesta etapa, foram elaboradas propostas pedagógicas envolvendo práticas audiovisuais nas escolas.

Com a chegada da pandemia da Covid-19, a segunda fase, que se trata da realização e exibição dos filmes, acabou restringindo a participação de estudantes. Com o trabalho remoto, os docentes e pesquisadores conseguiram atender oito alunos em Belo Horizonte, sendo dois por escola, e três crianças no território Xakriabá, um por escola.

As apresentações dos filmes ocorreram remotamente para docentes, estudantes e seus familiares das escolas participantes do projeto.

Veja também o resultado das pesquisas:

Assine nossa newsletter

Com ela você fica por dentro de oportunidades como cursos, eventos e conhece histórias inspiradoras sobre profissionais da educação, famílias e organizações da sociedade civil.