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Valorizar professores é a principal prioridade para a educação, diz pesquisa

Levantamento realizado pelo Instituto IDEIA, encomendado pela Fundação Itaú, mostrou que os brasileiros reconhecem a importância da educação como fator de ascensão social


A melhoria das condições de trabalho dos professores é apontada como a principal prioridade para a educação, como mostra a pesquisa “O que a população pensa sobre a educação | 2026”. No levantamento, os docentes ocupam papel relevante para os brasileiros, com 53% dos entrevistados apontando a melhoria dos salários e das condições de trabalho dos professores e 37% a melhoria da formação.

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Outros temas que se destacam são a ampliação dos cursos técnicos para jovens do Ensino Médio, somando 48% das respostas, e a garantia de que todas as crianças aprendam a ler e escrever até os oito anos, com 47%.

Os percentuais variam pouco conforme as regiões. A valorização dos professores segue sendo tema mais relevante para a educação, mas para a região Sudeste o percentual cresce para 56%. Outra mudança ocorre no Nordeste e Norte, elegendo a alfabetização na idade certa como segunda prioridade, com 48% e 45%, respectivamente.

“As perspectivas da população mostram a importância da integração entre políticas para uma trajetória coerente de aprendizagem. Da alfabetização à formação técnica, passando pela valorização de professores e pela Educação Integral em Tempo Integral, o desafio posto é garantir para cada criança, adolescente e jovem oportunidades de desenvolvimento ao longo de toda a vida escolar”, conta Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social.

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Mobilidade social
A educação é apontada como um fator importante para mudar de vida para 86% dos entrevistados, somando aqueles que responderam que concordam e que concordam totalmente com a afirmação. A informação confere ao ensino um papel relevante de ascensão social, especialmente para a população mais vulnerável.

Além disso, 85% disseram que um país melhor se faz com educação de qualidade, enquanto 83% afirmaram que a educação deveria estar entre as três prioridades para os governantes. Em razão dessa percepção, 71% responderam que a atuação dos governantes influencia a decisão de voto.

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Educação Integral
A pesquisa demonstra que metade dos entrevistados (50%) concorda total ou parcialmente que as escolas de tempo integral oferecem melhores condições de aprendizagem para os estudantes. Esse índice sobe para 53% entre aqueles que já ouviram falar do modelo e para 57% entre os respondentes das classes C e D.

Os resultados indicam uma tendência de maior reconhecimento desse formato de ensino à medida que aumenta o conhecimento sobre a educação integral, especialmente entre grupos em situação de maior vulnerabilidade social. Essa percepção também se reflete na disposição das famílias em matricular seus filhos nessas escolas, sendo maior entre as classes C (51%) e D/E (49%) em comparação com as classes A/B (31%).

Quando questionados sobre como deveria ser uma boa escola de tempo integral, 43% dos entrevistados apontaram um modelo em que os estudantes permanecem mais tempo envolvidos em atividades diversificadas, como esporte, cultura e projeto de vida. Os dados mostram que, para a população, a educação integral não se resume à ampliação da jornada escolar, mas envolve a oferta intencional de experiências interdisciplinares que contribuem para o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes.

Sobre a pesquisa
A pesquisa foi realizada pelo Instituto IDEIA e encomendada pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos pela Educação. O levantamento ouviu 20 mil brasileiros a partir de 16 anos, nos 27 estados, entre maio e julho de 2026. O nível de confiança é de 95% para cada uma das 27 amostras coletadas.

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