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Polo de desenvolvimento educacional

Uso da avaliação de impacto foi tema de debate em Brasília

A Fundação Itaú Social realizou no dia 5 de junho, em Brasília, o Seminário Itaú de Avaliação Econômica de Projetos Sociais, com o objetivo de debater o uso da avaliação econômica como instrumento para aprimorar a gestão de programas e projetos sociais. O seminário teve a participação de mais de 100 pessoas, entre elas gestores de órgãos públicos, ONGs, institutos empresariais. O objetivo do evento foi disseminar a cultura e a prática da avaliação econômica, além de compartilhar experiências na área.

O PhD em economia pela University College London, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) e professor associado da FEA-USP, Naercio Menezes Filho, apresentou a avaliação do programa Jovens Urbanos, considerada um estudo de referência na área social.

O Jovens Urbanos é realizado desde 2004 pela Fundação Itaú Social, com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).  O programa busca desenvolver competências e habilidades básicas para a vida pública e pessoal, ampliar o repertório cultural e social na perspectiva da Educação Integral, promover o acesso dos jovens ao mundo do trabalho, estimular o uso de equipamentos e bens culturais e sociais disponíveis na cidade, além de incentivar a frequência e a permanência na escola.

A inciativa passou por avaliações desde o seu início, realizadas com participantes da primeira e da terceira edições, que possibilitaram mudanças estruturais até que o programa chegasse ao formato considerado adequado pelos gestores para a disseminação como política pública em todo o país. Atualmente o Jovens Urbanos está presente em três cidades brasileiras: São Paulo (SP), Pouso Alegre (MG) e Serra, na região metropolitana de Vitória (ES). Nos dois últimos casos ele é executado em parceria com os governos estaduais de Minas Gerais e Espírito Santo.

De acordo com gestora do programa Anna Carolina Bruschetta, da Fundação Itaú Social, que foi uma das palestrantes no evento, várias iniciativas foram tomadas pela equipe do projeto a partir dos conhecimentos gerados pelas avaliações de impacto. “Passamos a desenvolver oficinas de letramento com os jovens, além de monitorar mais de perto a evasão dos participantes, tanto do projeto quanto da escola formal. Também reduzimos o tempo de duração do programa para torná-lo mais atrativo e viável para os jovens, que hoje têm uma oferta grande de cursos e por isso demandam formações mais ágeis”, afirma.

Anna acrescenta ainda que os educadores passaram a orientar os participantes sobre alternativas para entrar em faculdades públicas e particulares, que, até então, eram desconhecidas por muito deles. “Um dos impactos obtidos na última avaliação do programa foi a elevação da escolaridade”, explica.

Segundo a gerente da Fundação Itaú Social, Isabel Santana, que foi mediadora do seminário, a avaliação é uma estratégia de aprimoramento da ação social. “Investimentos sociais que têm como objetivo a transformação da realidade precisam dar retorno para a sociedade. Boas práticas de gestão devem prever formas estruturadas de avaliação e monitoramento, pois são importantes instrumentos de gestão”, afirma.