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Polo de desenvolvimento educacional

Solidariedade com crianças e adolescentes

A lei nº 8.069/90, conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente, prevê que todo cidadão que declara imposto de renda pelo modelo completo pode destinar até 6% do tributo devido a projetos por meio dos Fundos dos Direitos da Infância e Adolescência. Com o objetivo de incentivar o exercício da cidadania e facilitar doações e a destinação de parte dos impostos dos colaboradores Itaú, em 2005 foi criado pela Fundação Itaú Social o Programa Itaú Solidário.

No ano passado, mais de 4 mil colaboradores destinaram R$ 430 mil a 35 projetos espalhados pelo País. Este ano, o resultado é de encher os olhos: quase 7 mil funcionários reuniram mais de R$ 640 mil a 29 projetos. Isso significa um aumento de 73% em participação e 49% em destinação. “Temos muito do que nos orgulhar”, afirma Ana Beatriz Patrício, diretora da Fundação Itaú Social. “O desafio agora é fazer crescer ainda mais esses números.” Segundo Ricardo Terenzi, Diretor de Relações Institucionais, “não faz sentido estar pronto para competir internacionalmente, como o Itaú Unibanco, sem se envolver com as questões sociais do Brasil”.

Para comemorar os resultados e pensar em ações futuras, mais de 150 participantes dos Comitês Itaú Solidário, vindos de 28 municípios brasileiros, se reuniram em um hotel na capital paulista nos dias 12 e 13 de dezembro. Além deles, representantes de 28 Conselhos Municipais da Criança e do Adolescente (CMDCAs) e alguns superintendentes do Banco. Esse encontro teve como objetivo fortalecer a rede formada pelo Programa, reconhecendo os voluntários, dialogando com os Conselhos e tornando mais claros alguns pontos do processo de repasse dos recursos destinados. “Quem destina, quer saber onde o dinheiro será aplicado”, explica Priscila Dias Leite, coordenadora do Programa da Fundação.

Por dentro do processo

No primeiro dia do evento, na parte da manhã, os conselheiros municipais sistematizaram o mecanismo de repasse financeiro de suas cidades e, à tarde, apresentaram aos voluntários passo a passo. Para a Adelheid Pasetti, conselheira do CMDCA de São Paulo, esse tipo de iniciativa é fundamental para o exercício da cidadania. “É importante que as pessoas acompanhem as políticas públicas e o impacto delas na sociedade”, conta.

Rita de Cássia Alves da Silva, analista de sistemas do Banco Itaú, é voluntária do Programa Itaú Solidário há três anos. Com ele, a funcionária descobriu que poderia escolher para onde iria parte de seu imposto de renda. Empolgada com a idéia, se envolveu no trabalho da Fundação e passou a mobilizar seus colegas. “Melhor de tudo é saber que a quantia arrecadada vai fazer diferença na vida de muitas crianças e adolescentes.”

A noite de sexta foi embalada de muita emoção com o depoimento de alguns voluntários e um jantar de confraternização. No dia seguinte, retorno ao trabalho! Os conselheiros dos CMDCAs discutiram a importância do mapeamento sobre a situação da criança e do adolescente em seus municípios e os membros dos diversos Comitês se reuniram para propor estratégias para o próximo ano.