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Polo de desenvolvimento educacional

Seminário discute desafios para avaliar programas de educação integral

No dia 5 de outubro, no auditório do Museu de Arte de São Paulo, cerca de 270 participantes se reuniram para conhecer experiências e alternativas na avaliação de programas de educação integral. O 12º Seminário Itaú Internacional de Avaliação Econômica de Projetos Sociais discutiu a avaliação de políticas educacionais brasileiras e internacionais com pesquisadores, gestores públicos e especialistas.

A primeira mesa do Seminário contou com Barton Hirsch, psicólogo e pesquisador de desenvolvimento da adolescência na Northwestern University (EUA), e Matthew Kraft, da Brown University (EUA). Ambos apresentaram resultados de distintos programas de ampliação do tempo diário dos alunos nas escolas. Hirsch trouxe a avaliação de uma ação voltada a estudantes de ensino médio, com foco no ingresso no mercado de trabalho, e Kraft apresentou uma análise sobre o aumento de duas horas na carga horária diária para oferecer tutoria individual aos alunos de Boston/EUA. Os dois estudos identificaram resultados positivos em desempenho acadêmico e comportamento dos alunos.

Da mesa-redonda “Modelos, equidade e avaliação em educação integral”, participaram Ricardo Paes de Barros, professor titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna no Insper; Helena Bomeny, Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro; Macaé Evaristo, Secretária Estadual de Educação de Minas Gerais; e Natacha Costa, Diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz. Eles apresentaram suas visões sobre avaliação de programas de educação integral, compartilhando também suas experiências locais.

Na terceira mesa do dia de trabalho, Antonio Bresolin, coordenador da área de Avaliação Econômica de Projetos Sociais da Fundação Itaú Social, apresentou os resultados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha em 2013, encomendada pelo Itaú Social. O levantamento identificou as percepções dos brasileiros sobre educação integral. Um recorte desta mesma pesquisa foi realizado por telefone, previamente, com os inscritos no seminário internacional. Os resultados encontrados nas duas análises foram comparados e apresentados de modo interativo durante o evento. Em seguida, Joshua Goodman, pesquisador da Harvard University, apresentou um estudo sobre “dose dupla” de aulas de álgebra para estudantes de nono ano, como medida para o combate ao abandono escolar.

O professor do Insper, da Universidade de São Paulo e consultor da Fundação Itaú Social, Naercio Menezes, apresentou os resultados da avaliação quantitativa do programa federal Mais Educação. Realizada pelo Itaú Social e pelo Banco Mundial, a análise constatou a ausência de impacto do Mais Educação no desempenho em Português, Matemática e no fluxo escolar. A avaliação contou, também, com estudos qualitativos, que identificaram mais sucesso na implementação do programa nos municípios com melhor infraestrutura e maior disponibilidade de recursos para serem utilizados em conjunto com a verba federal. O apoio das secretarias subnacionais também se mostrou essencial para o sucesso da ação.

Clarissa Teixeira, da Fundação Itaú Social, expôs o impacto do programa “Escolas em tempo integral”, da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro, em que houve a expansão da carga horária para sete horas, com atividades complementares. Os resultados foram positivos, com indicativos de melhora em desempenho escolar e em aspectos comportamentais, como hábitos de leitura e alimentação dos estudantes.

Os sumários dos estudos e outras informações sobre avaliação econômica podem ser acessados na biblioteca da Rede Itaú Social de Avaliação de Projetos Sociais.