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Polo de desenvolvimento educacional

Publicação aponta tendências e desafios para educação integral

Na última quarta-feira (30/3), durante o Seminário Internacional de Educação Integral, a Fundação Itaú Social, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) lançaram a publicação Tendências para Educação Integral. Fruto de estudos e investigações das três organizações, o texto traz também dados levantados pela pesquisa Perspectivas da educação integral, realizada junto a 16 iniciativas protagonizadas por governos municipais, estaduais e organizações da sociedade civil.

Júlia Ribeiro, oficial de programas do Unicef, destacou que a partir das experiências estudadas foi possível identificar algumas tendências, como a priorização do atendimento a crianças e adolescentes em territórios de vulnerabilidade e a diversidade de arranjos no desenvolvimento das iniciativas. “No âmbito do poder público, já é possível identificar a articulação de diferentes secretarias, ou seja, uma nova arquitetura de gestão está sendo desenhada”.

Segundo o estudo, outro ponto em comum encontrado na maior parte das iniciativas é o envolvimento de diferentes atores da comunidade. “O que se observa é a construção de uma rede de parceiros, por meio da qual todos os agentes envolvidos compartilham o planejamento e a intenções das propostas, buscando o fortalecimento de fluxos sistêmicos de comunicação”, afirmou Maria Estela Bergamin, gerente de projetos do Cenpec.

Outra questão levantada por Maria Estela é o foco no território. Em algumas das iniciativas observou-se que as instituições atuam de acordo com os desejos e necessidades das comunidades, buscando incentivar o uso de equipamentos públicos, como bibliotecas e parques, além de outros ambientes no entorno das escolas que possam ser incorporados ao processo de aprendizagem das crianças e dos adolescentes. “A cidade e o bairro são vistos como espaços educativos. Várias experiências usam a metodologia das cidades educadoras e do bairro-escola”.

Márcia Quintino, especialista da Fundação Itaú Social, aponta alguns desafios e oportunidades para a efetivação da educação integral. “É preciso buscar modos mais abertos e flexíveis de funcionamento para as instituições educativas diante de uma sociedade complexa e multifacetada como a nossa”. Investir na formação dos educadores, levando em consideração um processo de aprendizagem que vai além dos conhecimentos formais e incorpora saberes da família e da comunidade ao currículo escolar é outro ponto de atenção, segundo a especialista.

Para acessar a publicação Tendências para Educação Integral na íntegra, clique aqui.