Na data em que se celebra o Dia da Amazônia (05), um projeto escolar em Belém (PA) promove experiências pedagógicas por meio da valorização dos saberes tradicionais, da cultura amazônica e da sustentabilidade financeira. Liderada pelo professor de Geografia José Ribamar Braun Viana dos Santos, a ação incentiva a fabricação de utensílios, produtos de limpeza e outros itens pelos estudantes.
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Para orientar no desenvolvimento desses materiais, o educador busca apresentar e valorizar o modo de vida dos povos originários da região, como indígenas, quilombolas, caboclos e ribeirinhos. A experiência ainda incorpora atividades de dança e cinema, aprofundando o estudo da história, dos costumes e dos modos de trabalho dessas comunidades.
Os estudantes que participam do projeto desenvolvem biojoias, perfumes, aromatizadores, sabonetes e outros itens manufaturados, respeitando os saberes tradicionais envolvidos na produção em cada um deles.
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Após a fabricação, os objetos são vendidos em feiras realizadas na escola. Nessa etapa, as crianças e adolescentes têm contato com a comercialização, que compreende a organização, precificação e circulação da produção. Segundo o docente, a expectativa é que as práticas possam avançar para modelos de empreendimentos desenvolvidos pelos jovens.
A iniciativa desenvolvida pelo professor Braun amplia seu projeto inicial, realizado em Ananindeua e reconhecido pelo “Mapeamento de Práticas STEAM no Ensino Fundamental Anos Finais“ (6º ao 9º ano), do Itaú Social. Assim como na nova experiência, a proposta consistia em desenvolver produtos a partir de matérias-primas amazônicas.
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Sobre STEAM
O mapeamento realizado pelo Itaú Social, em parceria com o Instituto Catalisador, destaca como professores de todo o Brasil estão aplicando a abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) de forma criativa e significativa.
Realizado em cinco etapas, o levantamento coletou 240 relatos, sendo 121 focados nos Anos Finais do Ensino Fundamental. O estudo busca compreender a aplicação dessa abordagem na educação brasileira, oferecer referências de práticas bem-sucedidas, disponibilizar ferramentas para educadores e reconhecer a diversidade cultural presente nessas iniciativas.