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Planejando o futuro

Educadora de Brasília reflete sobre a necessidade de continuar estudando, mesmo depois de aposentada — e conta como as formações on-line passaram a fazer parte da nova rotina na pandemia


A professora Laura de Lima, de Brasília (DF): “Antes eu buscava a plataforma quando precisava de horas de cursos; agora está virando uma espécie de programa do qual não abro mão”. Foto: Arquivo pessoal

Por Lidiane Barros, Rede Galápagos, Cuiabá (MT)

Depoimento de Laura de Lima, professora aposentada e pedagoga com atuação na educação infantil e em anos iniciais do ensino fundamental, na rede pública e particular. É graduanda de psicopedagogia clínica e institucional — e cursista do Polo

Quando você sorri para a vida, ela sorri de volta. Confiando na mensagem busco alento diário para superar o desemprego, que veio junto com a pandemia, depois de 35 anos ininterruptos em sala de aula. A aposentadoria, há cinco anos, não havia sido motivo para eu me desvincular da escola. Na verdade, era algo impensável para mim.  

Abruptamente, a rotina agitada com as crianças foi substituída por dias silenciosos dentro de casa e, ainda, sob a imposição do isolamento social. O retorno de meu único neto e do filho para Portugal agravou a situação.

Com ajuda profissional e a mente aberta, tenho conseguido superar a crise depressiva que resultou desse turbilhão, pois era difícil preencher a lacuna que vinha com a ausência dos meus alunos. 

Nos últimos três anos eu ministrava aulas para crianças da educação infantil ao quinto ano em uma escola particular, que teve o orçamento impactado pela pandemia. Eu gosto de lecionar, principalmente para crianças do quarto e do quinto ano. Elas são muito sinceras e a curiosidade dessa faixa etária me encanta. 

Sem o posto em sala de aula, eu me perguntava: “O que será que Deus está preparando para mim?”. Ou eu reagia ou a tristeza me consumiria. Então, buscando uma virada, eu me matriculei no curso de psicopedagogia clínica e institucional à distância da Faculdade Metropolitana de São Paulo, visando novas perspectivas.

Mas como ocupar a mente no restante do tempo se em dois dias eu faço o módulo do mês? Tive a ideia de ver as opções de cursos no Polo, o ambiente de formação do Itaú Social, que eu já conhecia. Antes eu buscava a plataforma quando precisava de horas de cursos; agora está virando uma espécie de programa do qual não abro mão.   

Na busca por companhia, já que meu marido trabalha o dia todo, virei frequentadora assídua, devoradora de cursos a um ponto em que a carga horária hoje é a coisa que menos me preocupa. Já perdi a conta de quantos cursos fiz nos últimos meses. Os mais recentes são o Avaliação Sistêmica, de 16 horas, e o Ensino Híbrido na Prática para Docentes, com 20 horas.

O Avaliação Sistêmica é ministrado pelo professor e pesquisador Paulo Jannuzzi. Ele explica o que é e como aplicar a avaliação sistêmica na gestão de projetos sociais e políticas públicas. Para mim foi um curso esclarecedor, que me ajudou a compreender, por exemplo, processos muito atuais que viraram tema na pandemia, como a vacinação e o auxílio emergencial. 

Mas o que isso tem a ver comigo? Primeiro que a educação envolve tudo que faz parte da nossa vida, e, por consequência, esses conceitos podem ser contextualizados para o ensino. 

E, diante dessa minha nova perspectiva que se abre com a psicopedagogia, que me prepara para atender crianças especiais, acredito que o conhecimento que adquiri vai me ajudar a traçar um projeto de atendimento com base nas necessidades de cada criança. 

E ainda, com a adoção de monitoramento de resultados, vou poder avaliar se alcancei êxito. Se não, vou buscar aprimorar minhas metodologias para alcançar de forma efetiva o que eu programei — e reorientar meus objetivos, se necessário. 

Essa análise é imprescindível para me ajudar a aperfeiçoar o trabalho. Vou poder fazer diagnose que envolve também questões da família e sociais, que abrangem o universo dessa criança, da origem ao presente. Auxiliar e orientar crianças com dificuldade de aprendizagem, como autistas e hiperativas, em domicílio, é o meu novo foco. 

Pesquisando, vi que há muita demanda por esse tipo de atendimento, voltado para famílias que não têm condições de arcar com custos de clínicas, mas que dependem de um psicopedagogo. Acredito que vou ser muito útil, porque tenho verdadeira paixão por educar, por corresponder à necessidade do outro. 

E os cursos do Itaú Social têm sido um bálsamo para fortalecer o que tenho aprendido na faculdade. Eu não mudaria nada. Gosto dos textos, claros e acessíveis, muito fáceis de entender. Até mesmo o layout, com letras grandes, me traz conforto visual. E eles também são muito dinâmicos, o que me deixa motivada e atenta. Sozinha em casa, é até engraçado, porque eu costumo ler alto, como se estivesse degustando uma comida muito gostosa. 

E tem ainda aquela sensação de o professor me acompanhar. Logo que você conclui o curso, tem o monitoramento, a avaliação, e no chat dou sempre meu feedback logo que concluo o curso. Do tipo vocês estão aí e eu estou aqui. 

Ah! Como eu havia contado, outro curso que conlcuí, o de ensino híbrido, certamente será uma ferramenta a mais para esse cenário futuro que está se delineando.  

Nesse curso, a gente aprende como utilizar o ensino híbrido para otimizar o planejamento e personalizar o ensino. Superatual diante do que estamos vivenciando. Tivemos que abraçar instantaneamente as mudanças que já eram uma demanda na área da educação, e o “abacaxi” da tecnologia, tão temido por nós, teve que ser descascado. Tivemos que aprender fazendo. Foi preciso um vírus para que a postura pedagógica híbrida fosse empregada sem delongas. O curso é ótimo porque nos passa técnicas e estratégias para ensinar on-line e off-line, remota e presencialmente. Já estou sondando para saber qual será o próximo. Para coroar este momento, tenho tido a oportunidade de compartilhar o que aprendo com minha nora, que é professora da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Chega a um ponto em que estou cheia de conhecimento e ele transborda. É preciso compartilhar. 

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