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“Minha missão como gestora é dar suporte aos professores”

Em busca de conhecimento para apresentar soluções em tempos de pandemia, a educadora mato-grossense conclui o curso “Gestão escolar: práticas de tutoria na formação continuada”, do Polo, e ressalta a importância da tutoria


Em 2019 Rosângela visitou aldeias xavantes em Mato Grosso: orientações a professores indígenas. Foto: Arquivo pessoal

Por Lidiane Barros, Rede Galápagos, Cuiabá
Depoimento de Rosângela Maria Moreira, funcionária da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, que atua como articuladora na Área Estratégica de Normas de Gestão Educacional, da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional.

Este é um momento de fragilidade, que exige atenção. O gerenciamento de uma escola pode ir muito além da administração de recursos, produção de conteúdo pedagógico e acompanhamento de professores e alunos. O conceito de gestão escolar nos ensina que a participação das famílias e da comunidade é essencial para aprimorar o sistema educacional; sempre levando em conta a diversidade de saberes e contextos dos múltiplos personagens. Harmonizar ações e agentes para dar um salto de qualidade na educação já é um enorme desafio nos ditos “tempos normais”. Em tempos de pandemia, com a escola migrando para o ambiente virtual, é um desafio ainda maior. Todos tivemos de nos reinventar. Eu, por exemplo, tenho buscado mais formação; especialmente cursos que tratem de questões deste momento que estamos vivendo. Se já era contumaz “devoradora” de cursos, agora deixei o radar ainda mais alerta.

Volto a lembrar que este é um momento de fragilidade. Temos de estar atentos e fortes, com um olhar propositivo, e de pensar políticas públicas afirmativas. Os professores, servidores e estudantes vivem uma situação sensível. Foi para fortalecer essa acolhida que, em busca de orientação, apostei em um treinamento voltado à tutoria desses agentes da educação. O curso “Gestão escolar: práticas de tutoria na formação continuada” foi disponibilizado gratuitamente no site do Polo, ambiente de formação do Itaú Social. É algo que contribui muito para o trabalho que tenho desenvolvido, que é ser tutora do gestor, ouvir suas dificuldades, observar nas frestas do seu dia a dia e poder auxiliá-lo. Destinado a gestores escolares e técnicos de secretaria, é um conteúdo totalmente on-line autoformativo, com carga horária de 30 horas. Ensina como podemos contribuir para a qualificação do trabalho de acompanhamento escolar desenvolvido pelas equipes gestoras, apresentando estratégias de formação continuada e utilizando a metodologia da tutoria. E trata também de como reconhecer saberes e práticas de gestores e professores e analisar o contexto escolar para traçar diagnósticos. 

Ao longo de 36 anos, com a força das ideias, tenho ajudado a “construir escolas”. As primeiras experiências como professora foram o alicerce de minha jornada, mas uma perspectiva mais ampla das atividades escolares me conduziu por outros caminhos. Em 1984, recém-formada em pedagogia unidocente, comecei a dar aulas em uma escola estadual em Várzea Grande, para alunos do ensino fundamental. A vontade de aprender acabaria por se sobrepor à de ensinar. Já fui professora, administradora, coordenadora pedagógica, superintendente escolar, gerente e coordenadora de planejamento… foram vários os governos, as estratégias adotadas e as funções desempenhadas.

Ao longo do tempo fui acumulando ferramentas e hoje vejo que precisava mesmo viver tudo isso para me aprimorar; para que fosse ampliada minha visão e meu entendimento e, assim, melhor trabalhar para elevar os padrões de qualidade de ensino.

Tive vivência e muitas referências. Estudei a vida toda em escola pública e minha família tem muitos professores. Imagina só! Mãe, irmãs, tias, tios. Vi o ambiente escolar evoluir do mimeógrafo e lousa às aulas virtuais e à adoção de aplicativos para ensinar, como ocorre agora na pandemia.

Dedicação ao ensino é tradição na família de Rosângela, aqui em foto pré-pandemia: mãe e filhas são professoras. Foto: Arquivo pessoal

E assim tenho evoluído profissional e socialmente, já que a minha missão como gestora escolar é dar suporte a professores e a quem gerencia as unidades escolares. Hoje ocupo o cargo de assessora técnica na Área Estratégica de Normas de Gestão Educacional da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) de Mato Grosso. Trabalhando sempre no suporte aos gestores, junto com a equipe temos que planejar ações a fim de minimizar os impactos decorrentes da urgente reorganização das atividades. 

Novos tempos, novos desafios: Rosângela atua na área de tutoria de gestores escolares. Foto: Arquivo pessoal

Em 2016, eu já havia participado de um treinamento ministrado por uma equipe do Itaú na sede da Seduc, em Cuiabá, com o mesmo objetivo da formação que acabei de concluir no Polo. A vontade de me aprimorar é tanta que já fui à sede do Itaú Social, em São Paulo, em 2017, para fazer um curso sobre gestão escolar. Essa última formação on-line que fiz no Polo em 2020 (“Gestão escolar: práticas de tutoria na formação continuada”) me ensinou como proceder como formadora, junto à direção das escolas, e me fez despertar para como a tutoria facilita a aprendizagem de todos os envolvidos no processo.

É imprescindível investir em conhecimento, especialmente porque, diante do cenário de crise sanitária e suspensão das atividades presenciais, auxiliamos a direção da Seduc-MT para se adequar ao momento. Agora nós nos preparamos para o ano letivo de 2021, que será ainda mais desafiador. É melhor que estejamos atentos e fortalecidos pelo conhecimento, que nos ajuda a agir neste momento.

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