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Meninas são protagonistas em projeto de matemática no Pará

Ação estimula o interesse das alunas pela disciplina por meio de concursos como a Olimpíada de Matemática e o Canguru de Matemática


No dia 12 de maio é celebrado o Dia Internacional das Mulheres na Matemática, data criada para comemorar as conquistas femininas no campo das exatas e incentivar a igualdade de gênero. O objetivo da celebração é semelhante ao do projeto “A Matemática Transformando Vidas”, desenvolvido no município de Jacundá (PA).

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A iniciativa já tem mais de uma década e foi criada pela professora Maria Aparecida de Souza Mendes, que percebeu que as garotas de sua escola apresentavam dificuldades de aprendizagem na disciplina. Foram realizadas oficinas no contraturno, além do incentivo à participação dos estudantes na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), na Olimpíada de Mandacaru de Matemática e no Canguru de Matemática, o que resultou em mais de 100 premiações para os participantes do projeto.

A percepção da educadora se reflete no desempenho das estudantes em matemática. De acordo com o último Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), apenas 16% das alunas alcançaram nível adequado na disciplina, enquanto entre os alunos o índice foi de 21%. O cenário é semelhante ao observado no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2022, em que os meninos tiveram resultado oito pontos acima do das meninas.

A tendência se repete no mercado de trabalho, com mulheres liderando apenas 31% das ocupações vinculadas à matemática, contra 69% dos homens. Os dados são da pesquisa “Contribuição dos trabalhos intensivos em Matemática para a economia brasileira”, do Itaú Social, que também revelou que tais posições oferecem salários 119% maiores do que a média dos demais.

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Sobre o projeto
Como estratégia para engajar as meninas, a professora utiliza a abordagem STEAM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) durante as oficinas. O projeto também oferece suporte por meio de apostilas, simulados online e uma plataforma para registro de notas e emissão de certificados.

O sucesso fez com que a ação se tornasse parte do POTI (Polo Olímpico de Treinamento Intensivo), do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada). A atividade também inspirou a criação de oficinas para professores da rede municipal, ampliando o alcance das metodologias STEAM no ensino local.

A iniciativa faz parte do Mapeamento de Práticas STEAM, realizado pelo Itaú Social em parceria com o Instituto Catalisador. O levantamento reúne experiências educacionais que integram disciplinas para estimular o pensamento crítico, a criatividade, a colaboração e a comunicação entre os estudantes.

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