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Mais estudantes permanecem e concluem ano letivo, aponta Censo Escolar

Levantamento também aponta aumento na aprovação dos estudantes e reforça a melhora na permanência escolar ao longo da última década


A permanência dos estudantes brasileiros na escola continuou avançando em 2025. Dados da segunda etapa do Censo Escolar, divulgados pelo MEC (Ministério da Educação), mostram um aumento das taxas de aprovação e redução do abandono. 

O levantamento, realizado anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), revela que a taxa média de aprovação nos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) passou de 85,7%, em 2015, para 96,2%, em 2025. No mesmo período, o abandono caiu de 3,2% para 0,9%, o menor da série histórica.

ℹ️ Desafios da trajetória escolar se acentuam nos Anos Finais do Ensino Fundamental

Outro destaque foi a redução da distorção idade-série entre os estudantes do Ensino Médio, que caiu de 30,4%, em 2015, para 17,6%, em 2025. O indicador mede a proporção de adolescentes com dois ou mais anos de atraso escolar em relação à etapa de ensino adequada para sua idade. É o caso, por exemplo, de um jovem matriculado no 7º ano do Ensino Fundamental quando, pela idade, deveria estar cursando o 1º ano do Ensino Médio.

“Os dados do Censo Escolar mostram avanços importantes em diferentes dimensões da educação básica. O desafio dos próximos anos é transformar esses resultados em ganhos igualmente consistentes de aprendizagem, garantindo que mais estudantes permaneçam na escola, aprendam mais e tenham acesso a oportunidades educacionais de qualidade, independentemente de sua origem ou condição social”, destaca a superintendente do Itaú Social, Patricia Mota Guedes.

ℹ️ Pesquisas da Fundação Itaú apontam desafios para a permanência escolar

Educação Integral
Uma das justificativas para o crescimento da progressão dos estudantes, segundo o MEC, foi o investimento em programas educacionais, como a escola de tempo integral. No entanto, Patricia chama a atenção em relação à expansão. “A ampliação desse modelo não pode ser compreendida apenas como aumento do tempo de permanência na escola, embora mais tempo importe. Continuar essa expansão exige investimentos em infraestrutura, formação de profissionais e projetos pedagógicos que ofereçam oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento integral”.

No primeiro levantamento do Censo Escolar de 2025, apresentado em fevereiro deste ano, foi constatado um crescimento das matrículas em escolas que oferecem tempo integral. O aumento foi de 22,9%, em 2024, para 25,8%, em 2025, superando a meta estabelecida pelo PNE (Plano Nacional de Educação), que previa 25% das matrículas nessa modalidade.

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