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Polo de desenvolvimento educacional

Juventude se prepara para fazer a diferença

Escola e letras, artes, ciências, saúde, lazer e esportes, políticas públicas e trabalho. Esses são os territórios* que os participantes do Programa Jovens Urbanos, da Fundação Itaú Social, exploram, experimentam e se inspiram para produzir seus trabalhos. “O objetivo é expandir o repertório sociocultural de jovens expostos a múltiplos vetores de risco e vulnerabilidade, de modo a expandir e qualificar as perspectivas de acesso ao mundo do trabalho”, explica a diretora da Fundação, Ana Beatriz Patricio.

Desde setembro do ano passado, está em curso a quarta edição do Programa, que conta com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), e com a parceria de organizações não-governamentais (ONGs) locais. Integram a ação 480 jovens divididos entre os bairros paulistanos Lajeado e Grajaú.

Hora da ação

Em fevereiro deste ano, os jovens apresentaram, no 1º Encontro Público desta edição do Programa, algumas produções (vídeos, peças de teatro e músicas), como resultado de suas aprendizagens durante o período de formação e circulação pela cidade. Quatro meses depois, no 2º Encontro Público, os jovens voltaram a se reunir para apresentar as propostas de projetos de intervenção na comunidade, que pretendem colocar em prática.

As propostas foram elaboradas a partir dos conhecimentos adquiridos nas oficinas oferecidas pelo Programa durante o período de experimentação. Montagem de biblioteca comunitária, produção de curtas-metragens, criação de blogs e confecção de produtos com pneus velhos são algumas das iniciativas. No evento, foram anunciados 37 projetos, que receberão recursos e devem ser finalizados em até quatro meses.

Para potencializar os trabalhos e fortalecer as redes de relação locais, um representante de cada turma foi recebido pelos respectivos subprefeitos de suas regiões. Para os moradores da Zona Sul, a subprefeitura de Capela do Socorro e para os da Zona Leste, a de Guaianases. “Os subprefeitos identificaram como podiam ajudar nos projetos, seja na indicação de um serviço ou na ajuda técnica para uma intervenção urbana, como a recuperação de uma praça”, conta Wagner Antonio Santos, coordenador técnico do Programa Jovens Urbanos, pelo Cenpec.

Aprendizagens para a vida

Renato Nonato, de 18 anos, participou da terceira edição do Programa em São Paulo. Representando a organização não-governamental Jardim Monte Verde, na região do bairro de Grajaú, Zona Sul paulistana. Ele desenvolveu com seus colegas de grupo o projeto Viva Sempre no Meio, que visa sensibilizar a comunidade para intervenções socioambientais. “Moro perto de áreas de mananciais e de alguns lixões”, conta. “Queríamos que os moradores se apropriassem do espaço em que vivem a ponto de desejarem transformar a realidade.”

Segundo Renato, o programa não apenas o ensinou a olhar para o entorno com outros olhos. Ele também mudou sua opção de carreira. Estudante do 3º ano, da Escola Estadual Washington Alves Natel, antes tinha vontade de cursar Letras no ensino superior. Agora, pretende ingressar em Ciências Sociais no próximo ano para ajudar sua comunidade a ter uma vida melhor.

* O conceito de território, no Programa Jovens Urbanos, é definido como uma rede de relações e não como um espaço.