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Polo de desenvolvimento educacional

Jovens se reúnem para compartilhar produções

“A voz e a vez dos jovens”. A frase de abertura do primeiro encontro público da quinta edição do programa Jovens Urbanos, realizado na terça (9), no CEU Lajeado, resume bem o propósito do evento. Os encontros, que acontecem duas vezes a cada edição, tem o objetivo de disseminar e tornar públicas as produções dos jovens ao longo do processo formativo.

Na última semana, 461 jovens de oito organizações não-governamentais (ONGs) dos bairros paulistanos Lajeado e Grajaú se reuniram nos CEUs Lajeado e Navegantes, respectivamente, para compartilhar suas produções. Música, teatro, dança, vídeo, fotografia, blogs. Os jovens usaram diversas formas para concretizar os aprendizados do período de explorações pela cidade.

Os 228 jovens de Lajeado das ONGs Plugados na Educação, Associação dos Voluntários Integrados do Brasil (AVIB), Instituto Paulista de Juventude (IPJ) e Casa dos Meninos concentram seus trabalhos em temas relacionados ao bairro onde vivem. Uma das turmas da ONG IPJ, por exemplo, inspirados pelo filme Narradores de Javé, criaram o vídeo Narradores da Santa Cruz, em que contam a história da fundação da primeira igreja de Lajeado. “A gente aprende a valorizar o nosso bairro. Eu e muitos outros amigos do meu grupo não tínhamos nem ideia de que a igreja de Santa Cruz é um patrimônio histórico. Nós fomos buscar informações com moradores mais antigos e também na internet. Em duas semanas de pesquisas, percebemos que tínhamos um material muito legal em mãos e daí tivemos a ideia de fazer um vídeo para contar todas essas histórias”, conta Estela Pereira da Silva, 17, da ONG IPJ.

Para a educadora Alessandra Patrício Morais da ONG Casa dos Meninos, que participa pela segunda vez consecutiva do Jovens Urbanos, treinar o olhar dos jovens para que eles observem mais o entorno é essencial para fortificar o sentimento de pertencimento. “A maioria dos jovens, quando chega ao programa, só consegue enxergar os aspectos negativos do lugar onde vivem. Durante o processo de formação, eles passam a entender que o bairro reflete a postura dos próprios moradores e são incentivados a explorar possibilidades de melhorias para suas comunidades. Ou seja, instigamos os jovens para que eles deixem de ser passivos e se tornem os protagonistas de suas vidas”.

Na quinta (11), foi a vez dos 233 jovens de Grajaú. Lá, as apresentações se inspiraram, em sua maioria, em temas da atualidade e de impacto para a comunidade como as recorrentes enchentes em São Paulo. Os jovens das ONGs Comunidade Jardim Prainha, Comunidade Cidadã, Projeto de Vento em Popa e Projeto Anchieta recorreram a diferentes recursos audiovisuais e interativos para abordar a temática, mesclando música, teatro e dança.

O programa prevê mais um encontro como esse, que deverá acontecer em julho deste ano.