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Polo de desenvolvimento educacional

Jovens da periferia de SP expõem produções artísticas em suas comunidades

Nos dias 25 e 26 de julho, jovens que participam da 9ª edição paulistana do Jovens Urbanos se reuniram para os 1ºs Encontros Públicos do Programa em 2014. Na sexta-feira, o evento aconteceu na Fábrica de Cultura do Capão Redondo (Zona Sul) e no sábado foi a vez do Centro Cultural da Juventude, na Brasilândia (Zona Norte), ser palco para a apresentação dos jovens. Aproximadamente 400 pessoas compareceram para prestigiar os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelos participantes do Programa. Capão Redondo e Brasilândia são as regiões onde o Jovens Urbanos está ativo atualmente na cidade de São Paulo.

Os encontros, que acontecem duas vezes a cada edição do Jovens Urbanos, têm o objetivo de tornar públicas as produções dos jovens, realizadas ao longo do processo formativo do Programa. Durante os eventos, o público confere apresentações de artes visuais, culinária, fotografia, grafite, customização de roupas e shapes de skate, teatro e outros temas trabalhados com os jovens.

Caíque da Cunha, estudante do 2º ano da E.E. Dr. Clóvis de Oliveira, expôs com outros colegas o grafite que fizeram no muro da Fábrica de Cultura, resultado das experimentações que tiveram sobre essa expressão artística. “O muro estava apagado, então sugerimos mostrar o que aprendemos e dar cor ao local”, explicou. Na percepção do estudante, o grafite ainda é mal interpretado pela sociedade. “Tive aulas teóricas e práticas sobre essa técnica e, para mudar a impressão das pessoas, decidimos montar uma exposição fotográfica com as imagens de outras produções que fizemos”.

Já Giovanna Silva, integrante do Jovens Urbanos e aluna do 3º ano da E. E. Comendador Miguel Maluhy, aproveitou o encontro no Capão Redondo para captar imagens das produções e entrevistar as pessoas envolvidas no evento. Essas gravações, que também são parte das atividades das oficinas de formação, integrarão um documentário sobre o Jovens Urbanos. Ela disse que a vivência no Programa contribuiu para modificar sua percepção sobre a cidade e sobre si mesma. “Desde que comecei a participar das atividades fui perdendo a vergonha e, aos poucos, me desprendendo e descobrindo minhas capacidades”.

Janiffer Santos é gestora de oportunidades da Obra do Berço, uma das ONGs parceiras desta edição. Ela explicou que os Encontros Públicos são oportunidades para os jovens trocarem experiências e ampliarem suas redes de contatos, além de mostrarem à comunidade que os jovens podem – e devem – ter um papel ativo. “É o resultado de um trabalho de quase dois meses e divulgar os conhecimentos adquiridos é uma forma de apropriação do jovem”, contou.