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Fundação Itaú Social oferece formação avançada em avaliação econômica


No final de fevereiro mais de 30 mestres e doutores vindos das mais diversas e reconhecidas universidades do País participaram da segunda edição do curso avançado de Avaliação Econômica de Projetos Sociais, oferecido pela Fundação Itaú Social, em São Paulo. O curso, que teve duração de um mês, contemplou os conceitos e técnicas que envolvem a metodologia de avaliação econômica, além de um módulo específico para preparar futuros professores para o curso de Avaliação Econômica de Projetos Sociais com foco em gestores da área social – ONGs, poder público, fundações e institutos empresariais.

Segundo Isabel Santana, gerente da Fundação Itaú Social, “o principal objetivo do curso é contribuir para a disseminação dos conceitos e práticas de avaliação econômica para gestores de projetos sociais e, também, no meio acadêmico. Por isso, a formação de futuros professores, pós-graduandos de diversas universidades do País, é uma estratégia importante num contexto de fortalecimento da cultura de avaliação”.

Para Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper e consultor da Fundação Itaú Social, “é importante oferecer a mestres e doutores a oportunidade de ter contato com a metodologia de avaliação econômica, que tem sido cada vez mais usada pelo terceiro setor e órgãos de governo”. Ele reforça a relevância de se disseminar metodologias como essa que permitem medir com eficácia o impacto e o retorno econômico de projetos sociais e políticas públicas. “Avaliar é uma forma de prestar contas à sociedade, além de fornecer subsídios para a gestão do setor público e do terceiro setor”, afirma.

A economista Juliana Carolina Frigo Baptistella, que está finalizando sua dissertação de mestrado na UFSCAR, afirma que dificilmente teria a oportunidade de ter contato com a metodologia de avaliação econômica se não fosse por meio do curso. “São escassas as ofertas de disciplinas que contemplam metodologias de avaliação de impacto nos cursos de pós-graduação”.

Alguns dos alunos já estão, inclusive, multiplicando os conceitos e técnicas de avaliação econômica em suas universidades, conforme relata Iraci Vascconcellos, da UERJ. “Compartilhei informações do curso com meu coordenador e ele me pediu para preparar um seminário com o tema “metodologias para avaliação de políticas públicas”. Estou usando toda a bagagem do Itaú para montar a apresentação”.

A professora Vera de Faria Caruso Ronca, doutora em psicologia da educação pela PUC-SP, conduziu as aulas de didática do curso avançado e diz que buscou mostrar aos economistas a importância de se considerar os conhecimentos prévios e o repertório de vida dos alunos para introduzir novos conceitos. “Reforçamos a ideia de que a aula deve ser vista como espaço de construção de conhecimento coletivo, pois só assim é possível comprometer os alunos no processo ensino-aprendizagem”.

Embora já tenha experiência em sala de aula, o professor da Universidade Federal do Ceará, Francis Carlo Petterini Lourenço, acredita que será um desafio ministrar o curso de Avaliação Econômica de Projetos Sociais para gestores de projetos sociais. “Trata-se de um público que não está habituado aos termos técnicos usados por nós economistas, além de não estar familiarizado com métodos quantitativos e conhecimentos específicos de matemática, por exemplo”. Lourenço irá ministrar suas primeiras aulas de avaliação econômica no próximo mês, em Fortaleza.

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