Ir para o conteúdo Ir para o menu
Polo de desenvolvimento educacional

Fundação Itaú Social lança 6ª edição do programa Jovens Urbanos

Na última semana, jovens dos bairros paulistanos Lajeado, Grajaú, São Miguel Paulista e Heliópolis conheceram a proposta da 6ª edição do programa Jovens Urbanos, iniciativa da Fundação Itaú Social em parceria com o Cenpec que oferecerá formação para 960 jovens, entre 16 e 21 anos, por meio de 16 organizações não-governamentais (ONGs).

A abertura do encontro em Heliópolis foi realizada pelo ator César Negro, que atuou no longa-metragem Boleiros, e pelo ex-integrante da 5ª edição do programa Jovens Urbanos Felipe Severo. Ambos protagonizaram um stand up sobre como as decisões que tomamos ao longo da vida podem influenciar e mudar a nossa própria realidade e a da comunidade em que vivemos. “Queríamos mostrar para o público que eles podem se tornar atores da própria história. Mas para isso, precisam estar atentos às oportunidades que aparecem, como esta do Jovens Urbanos”, explica o ator César Negro que também é um dos assessores do programa.

Em seguida, o público pode conhecer melhor a estrutura do programa e quais atividades os integrantes poderão participar ao longo dos 14 meses de formação. Na primeira etapa do Jovens Urbanos, com duração de 10 meses, os jovens circulam pela cidade e pelo bairro onde moram para conhecer de perto os potenciais e necessidades daquela localidade e frequentam oficinas de produção de material digital, imagem e som, moda, design, arquitetura urbana e teatro. Na segunda fase, composta por 4 meses,os participantes desenvolvem projetos de intervenção na comunidadea partir do que aprenderam nas visitas pelo bairro e nas oficinas.

Para Felipe Severo, 18, ex-integrante do Jovens Urbanos, o momento mais marcante do programa foi a exploração da cidade. “Sempre quis ajudar minha comunidade, mas não sabia por onde começar. Fui descobrir o que fazer justamente quando comecei a circular pelo bairro, conversar com as pessoas, entendendo as necessidades dos moradores”, relembra o jovem que na segunda fase do programadesenvolveu um projeto teatral em Lajeado.

Segundo o Severo, a experiência adquirida nos Jovens Urbanos também foi fundamental para que ele descobrisse a própria vocação. “Eu era tímido e, por isso, tinha muita dificuldade para conversar com desconhecidos. Mas ao longo das aulas de teatro fui aprendendo a me articular melhor, a conversar com as pessoas sem medo”.

Para os jovens que ingressarem nesta edição dos Jovens Urbanos, o ex-integrante recomenda que os participantes aproveitem o máximo as oficinas para descobrir a cidade, trocar experiências com os educadores e se descobrir. Foi por meio dessa troca com os educadores, que Severo descobriu o Programa de Valorização de Iniciativas Culturais da prefeitura de São Paulo (VAI), que subsidia iniciativas culturais de jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica e de moradores de regiões com deficiência de infra-estrutura e acesso aos equipamentos culturais. “A construção do projeto teatral só foi possível por conta do que eu e o meu grupo aprendemos no Jovens Urbanos e também pelo incentivo do César [Negro] que nos alertou sobre o VAI”.

“Ver o Felipe e os outros meninos procurando espaços para colocar em prática o que eles aprenderam é muito bacana. Isso é a prova de como este projeto é inovador, pois os jovens passam a ser protagonistasda própria história”, pontua o ator.