Ir para o conteúdo Ir para o menu Ir para a Busca
Polo de desenvolvimento educacional

Fundação Itaú Social e UNICEF promovem evento

A Fundação Itaú Social e o Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (UNICEF), em parceria com o Centro de Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), promoveram na última semana (1) o Colóquio de Educação Integral, no hotel Grand Mercure, em São Paulo. Com o objetivo de promover um encontro reflexivo, participativo e dinâmico, além da troca de experiências, o evento reuniu representantes de organizações vencedoras do Prêmio Itaú-Unicef em 2009, além de escolas parceiras nesses projetos, no contexto das ações de formação para as ONGs em 2010.

O encontro também contou com a presença de especialistas, como Gilberto Dimenstein, jornalista e fundador da ONG Cidade Escola Aprendiz e Jaqueline Moll, responsável pelo Programa Mais Educação do MEC. Além dos especialistas, representantes de experiências bem-sucedidas como os Secretários de Educação de Palmas e Belo Horizonte e o ex-Secretário de Educação de Nova Iguaçu relataram suas experiências em gestão de programas de educação integral.

Apesar de apresentarem arranjos distintos, alguns aspectos são comuns e determinantes para o sucesso das experiências que foram apresentadas no colóquio. Todos os programas indicam aspectos considerados fundamentais para uma educação integral: a articulação entre poder público, escola, família e comunidade, a intencionalidade pedagógica sendo costurada pelos projetos político-pedagógicos das escolas e um modelo de gestão voltado para o reconhecimento das potencialidades dos territórios, para a construção de ações em redes e o comprometimento com a qualidade da educação.

Na abertura do evento, o vice-presidente da Fundação Itaú Social, Antonio Matias, ressaltou o compromisso do Prêmio Itaú-Unicef de reconhecer, dar visibilidade e estimular o trabalho de ONGs, em articulação com a escola pública, para a educação integral de crianças e adolescentes que vivem em condições de vulnerabilidade. “Observamos uma evolução do Prêmio ao longo dos anos. Passamos a olhar não apenas as ações das ONGs, mas principalmente para a articulação entre elas, o poder público e organizações da sociedade civil”, pontuou.

 

Grupos temáticos

Na segunda parte do colóquio, os representantes das ONGs e das escolas parceiras foram divididos em três grupos temáticos, de acordo com o interesse e especificidades de cada um dos participantes. As discussões foram focadas nos seguintes temas: educação integral: a exigência de uma clara intencionalidade, educação integral e território: conjugação de espaços, tempos e conteúdos e educação integral: desafios de gestão.

O objetivo era promover um debate motivado pelas apresentações da parte da manhã, por um texto base e perguntas relacionadas a cada um dos eixos temáticos. Questões sobre como pensar a gestão de um programa de educação integral, quais os desafios a enfrentar, que intencionalidades imprimir às propostas, quais aprendizagens ofertar e de que forma pensar a educação integral como proposta e ação intersetorial contribuíram para o aprofundamento das discussões. Os pontos levantados pelos grupos foram compartilhados em uma plenária que encerrou as atividades do colóquio.

O evento foi considerado pelas organizações como oportunidade de troca e também como um momento de avaliar as próprias ações. Tereza Gondim, representante da Fundação Social Raimundo Fagner (Fortaleza – CE), inspirou-se na estratégia da Mandala de Saberes, criada por Sueli de Lima, da Associação Casa das Artes de Educação e Cultura, vencedora nacional do Prêmio Itaú-Unicef de 2009. “Um dos nossos maiores desafios é envolver a comunidade. A questão colocada pela Sueli de integrar os saberes da comunidade aos saberes escolares serve de inspiração e modelo”. Outros participantes destacaram a questão da gestão como um dos pontos altos das discussões. Para Ubirajara Filho, representante da ONG Casa do Sol Padre Luis Lintner (Salvador- BA), as experiências relatadas pelos Secretários de Educação de Belo Horizonte e Palmas serviram de exemplo de como é possível garantir a articulação com o poder público e ampliar o alcance das ofertas de educação integral. “Quando existe vontade política as ações são mais eficazes. Saio daqui com idéias e propostas para conseguir novos parceiros para a organização”, finaliza.

Em continuidade às ações de formação do Prêmio Itaú-Unicef 2009, estão previstas mais quatro encontros com a finalidade de disseminar as reflexões iniciadas no Colóquio, além de outras estratégias de formação à distância. Serão realizados encontros regionais em Curitiba, São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, com abertura para participação de todas as organizações inscritas no Prêmio em 2009.