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Parceiros na educação

Formação para garantir a recuperação de aprendizagens

Percurso desenvolvido pelo Itaú Social em parceria com a Comunidade Educativa Cedac oferece seis cursos que abordam desde a busca ativa até a forma de avaliar os estudantes


Com a retomada presencial, os educadores devem planejar as ações para recuperar as aprendizagens que não foram consolidadas durante a pandemia. A formação continuada é essencial para apoiar os educadores nesse desafio. Foto: vídeo de apresentação do percurso/Polo Itaú Social

Por Paula Salas, Rede Galápagos, São Paulo

“Como faço para ensinar de uma forma que meu aluno aprenda?” Para Camila Fattori, coordenadora pedagógica da Comunidade Educativa Cedac, esse é o questionamento que deve estar presente na rotina dos professores orientando a formação continuada — que deve estimular uma mudança de prática. “É uma política de extrema importância para garantir a equidade na educação”, defende Tatiana Bello, gerente de implementação do Itaú Social. 

Neste momento em que a recuperação de aprendizagens é uma das principais necessidades das redes, o aperfeiçoamento profissional é essencial. “É uma das condições; sem ela não adianta nada”, destaca Camila, pontuando que há outros requisitos, mas que para fazer um bom uso da infraestrutura e materiais disponíveis é essencial uma boa preparação dos educadores. 

Foi pensando nisso que Antonella Arges, supervisora dos Anos Iniciais na Secretaria Municipal de Congonhas, em Minas Gerais, começou a realizar o percurso Recuperação das Aprendizagens, disponível no Polo, o ambiente de formação do Itaú Social. Em sua rede, após a retomada presencial das atividades, o primeiro passo foi garantir o acolhimento das equipes escolares, famílias e alunos. Em seguida, fazer um diagnóstico aprofundado das aprendizagens e, a partir desses resultados, pensar nas ações de recuperação de aprendizagens. Foi nesse ponto que ela buscou a formação para apoiar sua prática. “Vem nos fornecer subsídios para que esse trabalho seja verdadeiramente implementado”, afirma. 

A partir dos aprendizados, o próximo passo será replicar os conhecimentos para o restante da equipe pedagógica. “Essa formação vai me ajudar a organizar e planejar pautas de trabalho com as equipes das escolas considerando o replanejamento e acompanhamento das aprendizagens. Garantir a continuidade das trajetórias escolares”, relata Antonella. 

Conhecimento construído a partir da prática
O percurso foi resultado da experiência de formações do Cedac com mais de 1.350 educadores de 792 municípios.

A partir dessas trocas, a equipe pôde mapear as necessidades e quais eram os vácuos da formação e os pontos que iam demandar mais atenção das secretarias. “O percurso foi pensado a partir do que seria a maior necessidade das redes”, explica Tatiana.

Desde o início da pandemia, o Itaú Social e parceiros estratégicos como o Cedac realizaram diversos cursos gratuitos que dialogam com o momento enfrentado pela educação. No final de 2021, entendeu-se que as escolas viviam uma nova fase da pandemia. “Elaboramos esse percurso pensando no que ainda funcionava de tudo que foi produzido e no que precisava ser renovado”, conta Camila. 

Dessa forma chegaram a um percurso composto de seis cursos gratuitos. Eles podem ser realizados no tempo e na ordem que melhor atendam às necessidades da secretaria. Os temas vão desde a busca ativa dos estudantes até a reorganização das atividades pedagógicas e a forma de acompanhar as aprendizagens.

O percurso formativo foi produzido para subsidiar os educadores nas diferentes frentes de atuação. Os cursos são independentes, mas um conteúdo se relaciona com outro. Imagem: vídeo de apresentação do percurso/Polo Itaú Social

“Nós renovamos o curso de flexibilização curricular pensando que as redes devem estar atentas se a priorização que fizeram antes ainda é necessária, se foi feita de forma colaborativa com os professores e como o currículo deve ser pensado na escola”, exemplifica a especialista do Cedac. Camila conta que alguns dos cursos foram elaborados especialmente para atender ao contexto atual, isto é, são totalmente inéditos. Um deles é o de avaliação diagnóstica. “Ela não deve ser feita só no início do ano, mas ao longo do ano, pois permite que o professor mude as estratégias”, explica a formadora, dando uma prévia do que é possível encontrar na formação. 

Outro ponto essencial para quem está planejando as ações de recuperação é reorganizar as atividades pedagógicas. Isto é, pensar em como aproveitar os tempos e espaços escolares para favorecer a aprendizagem dos estudantes. “São passos de um planejamento que visa olhar para a criança buscando entender como ela está e como a escola garante o processo de aprendizagem”, explica Tatiana Bello, gerente de implementação do Itaú Social.

Quem realiza a formação tem acesso não apenas aos conceitos importantes para esse esforço necessário para lidar com os impactos da pandemia. Encontra também instrumentos e estratégias para estruturar os estudos e ações da rede. “Tem uma dimensão muito prática, um conjunto de materiais que tenta oferecer uma ajuda prática”, explica Camila. “A ideia é subsidiar, dar ferramentas ao educador”, conclui Tatiana.

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