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Polo de desenvolvimento educacional

Estagiários do Itaú realizam ação voluntária em Carapicuíba

A primeira edição da Ação Voluntária TransformAção Estagiários reuniu 96 participantes para atividades voluntárias na Associação Santa Terezinha, organização social sediada em Carapicuíba, município da Grande São Paulo, no dia 14 de setembro. Realizada pela Fundação Itaú Social em parceria com a Superintendência de Cultura, Clima e Talentos da Área Pessoas do Itaú, a iniciativa foi coordenada por estagiários do Banco. O objetivo é estimular o desenvolvimento de habilidades por meio da vivência de uma ação social voluntária, planejada e executada pelo grupo, em parceria com os membros da comunidade na qual está inserida uma organização social.

A Associação Santa Terezinha, sede da atividade, foi fundada em 1923 e hoje abriga 93 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Em 1978, passou a ser administrada pelas Irmãs da Congregação Filhas de Nossa Senhora Stella Maris. Na definição de irmã Benedita Maria de Jesus, responsável pela instituição, “o voluntariado é o braço para ir onde a gente não alcança”. Ela conta que a organização já teve uma ampla rede de voluntários e hoje abre as portas para recuperá-la. “Além da colaboração que recebemos para realizar serviços que não conseguimos devido à falta de recursos, os voluntários garantem às crianças a convivência com o mundo externo, essencial para elas, e também a presença de profissionais de diversas áreas. No caso dos adolescentes, isso ajuda até a definir a vocação profissional. Hoje, por exemplo, com tantas pessoas de fora, é um dia de festa para nós”, afirma.

Desde sua fase inicial, a ação foi coordenada pelos estagiários, que ficaram responsáveis pela seleção de um local que correspondesse às expectativas dos participantes e tivesse uma estrutura adequada para recebê-los, pela captação de recursos, pelo planejamento das atividades e por sua execução.

Durante a visita à ONG, os estagiários fizeram oficinas diversas com as crianças e adolescentes, pintaram a quadra, revitalizaram espaços, leram livros, limparam uma área externa, transformada em horta, entre outras atividades.

Segundo Natália Borba, da área Pessoas do Itaú, o envolvimento com esse tipo de trabalho ajuda a desenvolver habilidades como planejamento e capacidade de negociação, e a refletir sobre o que foi possível atingir em relação à expectativa inicial. “É interessante para que as pessoas desenvolvam uma visão sistêmica, pois entendem tudo o que é necessário para realizar um projeto. E isso pode ser usado depois tanto na vida pessoal quanto na profissional”, avalia.

Para o colaborador Diego Henrique Costa, de 21 anos, que participa de outras ações de voluntariado, como o Estudar Vale a Pena, do Instituto Unibanco, o grande ganho desse tipo de atividade é perceber a capacidade de mobilizar pessoas e de ajudá-las a se desenvolver. “É muito gratificante olhar a reação das pessoas quando percebem o que conseguimos a partir de nosso empenho, como, por exemplo, essa horta, onde eles poderão plantar seus alimentos”, afirma.

A estudante de publicidade Tábata Polato, de 21 anos, considera uma lição de vida sua presença nesse tipo de atividade. “Os aprendizados não param, consigo valorizar mais o que tenho, aprendo a desenvolver estratégias, executar planejamentos e não desistir antes do objetivo ter sido alcançado. Todas essas coisas são fundamentais para mim, pessoal e profissionalmente”, diz.

Já o voluntário Raphael Domingues, de 25 anos, que havia realizado trabalhos voluntários em uma instituição para idosos, a infraestrutura oferecida na TransformAção fez a diferença. Um dos responsáveis pela captação de recursos, ele valoriza a interlocução desenvolvida para viabilizar as parcerias. “Aprendi a lidar com situações negativas e a persistir em prol de um objetivo”, diz.