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Polo de desenvolvimento educacional

Encontros de formação

Em setembro, mais dois encontros regionais de formação serão oferecidos a organizações não-governamentais (ONGs) classificadas na edição de 2007 do Prêmio Itaú-Unicef. O sétimo evento da série acontece em Campinas, a 100 quilômetros da capital paulista, nos dias 16, 17 e 18 deste mês. Na semana seguinte, entre 22 e 24, é a vez da capital fluminense. Já foram realizados seis encontros regionais nos polos Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo, Belém, Curitiba e Fortaleza e até outubro está prevista uma reunião em Salvador.

O objetivo é ampliar o debate sobre educação integral e as práticas que as instituições desenvolvem com seus respectivos públicos-alvo no contraturno escolar, além de estimular a formação de redes sociais. Trata-se de uma oportunidade de aprimoramento dos conhecimentos técnicos e de troca entre as organizações que atuam e têm um importante papel nas políticas públicas responsáveis pela garantia de direitos e pela educação integral das crianças e adolescentes em todo o País.

Um dos cases que será apresentado no encontro de Campinas é o Projeto Trupe Pedagógica, do Centro de Estudos e Promoção da Mulher Marginalizada, em Campinas (SP). A organização desenvolve ações socioeducativas com crianças e adolescentes que vivem em regiões de prostituição, tráfico e consumo de drogas, tendo como principal estratégia o teatro-educação.

Atualmente, o projeto atende 80 crianças e adolescentes entre 10 e 18 anos, moradores do bairro Jardim Itatinga, a aproximadamente 25 quilômetros do centro da cidade. Segundo a coordenadora, Maria Cecilia Pellegrini, a premiação possibilitou à organização dobrar o número de pessoas atendidas, contratar duas multiplicadoras e construir um teatro, com capacidade para 100 pessoas, que ficará pronto até o início de 2009. “Conseguimos dobrar também as vagas na escola profissionalizante de teatro”, conta.

No Rio de Janeiro, o destaque fica por conta do Projeto Olho Vivo, da ONG Bem TV Educação e Comunicação – Associação Experimental de Mídias Comunitárias -, situada em Niterói, a 21 quilômetros da capital do estado. O trabalho premiado envolve 120 adolescentes de cinco comunidades. A meta é ampliar as perspectivas dos atendidos, que utilizam várias mídias em intervenções no ambiente onde vivem, e desenvolver competências.

Segundo a coordenadora do projeto, Olívia Bandeira M. Carvalho, o Prêmio trouxe visibilidade e reconhecimento para o trabalho da organização e possibilitou a identificação de pontos positivos e negativos nas ações realizadas. Com o recurso, foi possível investir em capacitação. “Temos um grupo que prepara vídeos e apresenta filmes de longa-metragem para gerar debates entre alunos e professores das escolas parceiras. Outra turma trabalha na reestruturação de um novo layout do site e o alimenta com notícias sobre as cinco comunidades. Já uma outra equipe realiza trabalhos fotográficos que reúnem as diversas formas de expressões expostas na cidade e sobre a Colônia de Jurujuba”, explica.