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Polo de desenvolvimento educacional

Em Seminário, especialistas debatem desafios da inclusão de jovens no Ensino Médio

Belo Horizonte (MG) sediou esta semana o Seminário Internacional Sobre Inclusão de Adolescentes e Jovens no Ensino Médio. Governos municipais, estaduais e federal apresentaram propostas e aprofundaram o diálogo sobre o intercâmbio de experiências e análise de políticas públicas para este ciclo.

“É fundamental perceber que não existe ‘um jovem’ brasileiro. O que temos são ‘juventudes’, influenciadas por suas respectivas vivências e realidades. Ou seja, dificilmente uma fórmula universal poderá ser aplicada com a mesma taxa de sucesso em todas as localidades do País. Os cenários são variados”, apontou a superintendente da Fundação Itaú Social, Angela Dannemann, durante sua participação na sala temática “Educação Integral e Juventude”.

A oficina apresentou a experiência do Programa Jovens Urbanos em Minas Gerais, realizada pela Fundação Itaú Social em parceria com a Secretaria Estadual de Educação com coordenação técnica do Centro de Pesquisas e Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). O objetivo do Programa é promover processos de formação ampliada e de geração de oportunidades para a juventude, sob a perspectiva da Educação Integral. Em Minas Gerais, a proposta é contribuir para elaboração da política de Educação Integral para o Ensino Médio e para a construção de modelos que considerem as particularidades regionais, o perfil da população (urbana, rural, indígena, quilombola, jovens que cumprem medida socioeducativa, etc) e a expectativa desses estudantes.

Em 2016, dez escolas estaduais de Belo Horizonte, Vespasiano, Contagem, Nova Lima, Ribeirão das Neves e Santa Luzia integrarão o projeto piloto de implementação do Programa. O mapeamento das escolas começa em maio, para que em junho seja realizado o Plano Participativo, onde a comunidade escolar terá voz para definir os temas e linguagens mais adequados às unidades escolares participantes.

A partir de agosto, têm início as atividades denominadas “experimentações”, oficinas que colocam os jovens em contato com diversas tecnologias, linguagens e estilos profissionais, ampliando seu repertório e os engajando na realização de um produto final: uma intervenção na comunidade onde vivem. A sistematização do trabalho e da pesquisa resultará em um livro-itinerário, que possa ser instrumento para a disseminação junto aos profissionais da rede estadual de educação e subsidiar a continuidade das propostas.