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Polo de desenvolvimento educacional

Consumo consciente para educadores

“Dinheiro traz felicidade?” perguntou a jornalista especializada em finanças Mara Luquet a uma plateia de educadores do Programa Jovens Urbanos, da Fundação Itaú Social. Desconfiados, alguns responderam que sim e outros que não. Sem pestanejar, Mara definiu: “Traz sim, porque sem dinheiro não há saúde, emprego e outras coisas importantes para viver. O ponto é que as pessoas precisam de bem menos do que imaginam.”

Ao contrário do que se pensa, usar com consciência os próprios recursos não significa não gastá-los, mas, sim, usá-los de maneira que agreguem bem-estar e façam as pessoas prosperarem. Como fazer isso? Elegendo prioridades, segundo a jornalista. “É importante olhar para o que realmente se quer e não para o que os vizinhos têm”, diz. Um bom exercício é fazer uma lista de desejos. Depois, estabelecer os custos e as estratégias para alcançá-los.

Durante a palestra, a educadora Ana Amélia Alvarenga Nascimento, da Plugados na Educação, uma das organizações não-governamentais (ONGs) executoras do Programa Jovens Urbanos, levantou uma questão muito comum entre os jovens. “Eles recebem o valor da bolsa do Programa em uma semana e, na outra, já não têm mais nada”, conta. Isso indica que o assunto precisa ser abordado também com a juventude. Assim, Ana Amélia pretende compartilhar os conhecimentos que aprendeu durante a palestra com os jovens do Programa. “Eles serão importante não apenas para a vida de cada um, como para a próxima etapa do nosso trabalho, que prevê a criação de orçamento para implementar um projeto de intervenção social.”

Essa foi uma ação da Fundação Itaú Social em relação ao Programa Uso Consciente do Dinheiro, do Banco Itaú, que disponibiliza aos interessados sete cartilhas que tratam o tema com diferentes enfoques: crédito, conta corrente, cartão de crédito, investimentos, orçamento familiar, falando de dinheiro com seus filhos e saindo do vermelho. As últimas três cartilhas foram elaboradas pela própria Mara Luquet.

Outras ações ainda estão programadas. Entre elas, oficinas ministradas por voluntários do Banco Itaú Unibanco, para os jovens do Programa Jovens Urbanos, de organizações não-governamentais parceiras da Fundação e para alunos de escolas participantes do Programa Escola da Família. Para essas oficinas, um jogo foi desenvolvido pela consultoria Pé na Estrada, a pedido da Fundação.