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Polo de desenvolvimento educacional

Confira a opinião dos alunos e dos professores sobre a Olimpíada de Língua Portuguesa

Os encontros de semifinalistas reuniram mais de mil estudantes e docentes em atividades pedagógicas e culturais

Estudante Davi Henrique Lima recita poema em sarau da Olimpíada de Língua Portuguesa. Foto: Camila Kinker

 

Como a Olimpíada de Língua Portuguesa transformou os pensamentos de alunos e professores de todo o país? As oficinas desenvolvidas nas 42.086 escolas, de Norte a Sul do país, provocaram alunos a refletirem sobre o lugar onde vivem, estudarem sobre os escritores brasileiros e se aprofundarem nos diversos gêneros literários. Nos encontros na capital paulista, os semifinalistas tiveram experiências, muitas vezes inéditas, em museus e em palestras com escritores e produtores renomados.

O aluno Davi Henrique Teófilo de Azevedo Lima, de Bom Jesus (RN), contou que conheceu novos autores e aprendeu a recitar poemas. “Eu aprendi bastante coisa na Olimpíada. Eu falava um pouco baixo e agora estou tentando aumentar um pouco a voz, além disso, estou gesticulando e aprendendo a mostrar a minha emoção, do que estou dizendo para o público”, disse.

“É um aprendizado único, é maravilhoso! Você estar diante de tantas pessoas, com a diversidade cultural imperando, não tem preço. Aprendemos com as experiências dos outros e temos a oportunidade de repassar as nossas experiências”, contou a professora Cintia Maria Guedes Lima, de Careiro da Várzea, município localizado na região metropolitana de Manaus (AM).

Teve até professora que escreveu um texto para descrever os sentimentos despertados no encontro dos semifinalistas. “O lugar que vive em você”, escrito pela paulista Cibele Jacometo, do município de Presidente Epitácio, mostra como cada região constrói a educação e aborda a importância de compartilhar as melhores práticas educativas.

 

Talentos

Os encontros também permitiram revelar talentos, como Ludimila Carvalho dos Santos, que chamou a atenção de todos ao recitar o poema “Chaves (s)em elos”, de sua autoria, no sarau. A aluna vive na comunidade quilombola Dona Juscelina, localizada no município de Muricilândia, no norte de Tocantins.

Outra pessoa que se destacou foi o aluno Antônio José da Paixão, de 16 anos, que vive em Itapevi (SP). Aos 13 anos, o artista se aventurou no mundo da maquiagem artística e atualmente também pinta telas inspiradas em pintores como Romero Britto. Confira o depoimento do estudante.

De Maceió (AL), o aluno Matheus Walisson da Silva mostrou as peças feitas nas aulas de costura. Em casa, fazia peças à mão até que aprendeu, na escola, a usar a máquina de costura. Hoje, ele é o monitor da turma e ajuda quem ainda está aprendendo. Ele também vende suas peças para juntar dinheiro e realizar o sonho de ter sua própria máquina de costura.

A professora Rosana Silva, de Lagoa da Prata (MG), gravou um vídeo em que declamou uma poesia do livro “O voo da poesia”, de sua autoria. “Os poemas descortinam o modo sincero e ingênuo de as crianças verem o mundo”, disse. Ela também é autora do livro Poesias de Criança, ocupa a Cadeira nº 8 da Academia de Letras de Lagoa da Prata e recebeu o Prêmio Luso-Brasileiro de Poesias, em 2013.