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40% das redes municipais já iniciaram ou concluíram protocolos de retorno das aulas presenciais

Pesquisa realizada com mais de 4,2 mil municípios é uma iniciativa da Undime com apoio do Itaú Social e UNICEF


Entre as redes municipais de educação do Brasil, 40% estão se preparando para a volta às aulas presenciais, tendo iniciado ou concluído os protocolos de retorno. É o que aponta a pesquisa Ações das Secretarias Municipais de Educação durante a pandemia da Covid-19, uma iniciativa da Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação), com apoio do Itaú Social e UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

O levantamento, realizado entre os dias 7 e 18 de agosto de 2020, envolveu 4.272 redes municipais, que representam 77% do total de municípios brasileiros e corresponde a 79% do total de matrículas das redes municipais do país. Além de coletar informações sobre a preparação para a volta às aulas presenciais, a pesquisa também verificou sobre a oferta de atividades não presenciais e a previsão de retorno das aulas.

De acordo com a pesquisa, 1.577 redes municipais ainda não começaram a construir seus protocolos, pois 83% devem adotar os padrões de seus estados. A análise também considerou o porte do município. Entre os menores, de até 10 mil habitantes, 70% não iniciaram seus protocolos. Já as cidades com mais de 100 mil habitantes, 76% já iniciaram ou concluíram. Praticamente todas devem considerar aspectos de saúde e pedagógicos na construção dos protocolos. 

Sobre a previsão de retorno, os dados mostram ainda que 3.769 redes municipais respondentes ainda não têm data para voltar ao ensino presencial. Essas redes somam 13,3 milhões de alunos. Enquanto isso, 96% afirmaram que estão oferecendo atividades pedagógicas não presenciais aos estudantes durante o período de calamidade pública, causada pelo coronavírus.

“As escolas fecharam, mas não pararam as atividades. Este é o momento de nos unirmos, de valorizarmos a vida com respeito às condições sanitárias, mas também de garantirmos o direito à aprendizagem e o trabalho conjunto no qual podemos trocar experiências”, diz o presidente da Undime, Luiz Miguel Martins Garcia.

A maioria das redes respondentes usa combinações de estratégias “on-line” e “off-line”, sendo 3.593 delas usam uma combinação de ao menos uma estratégia de ensino não presencial via internet com uma estratégia sem uso de internet; e 460 redes usam exclusivamente estratégia sem mediação da internet. “São fundamentais estratégias de apoio para os estudantes mais vulneráveis, que ainda não acessaram qualquer atividade, e que estão em risco de abandono escolar mesmo antes da reabertura das escolas”, destaca a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Itaú Social, Patricia Mota Guedes.

Ferramentas

Com o fechamento das escolas e a realização de atividades educacionais não presenciais, manter o vínculo e acompanhar a frequência dos estudantes tornou-se um desafio para muitas redes. A Busca Ativa Escolar é uma estratégia elaborada pelo UNICEF, Undime e seus parceiros que colabora para prevenir e/ou mitigar esse fenômeno. Está disponível uma versão para crises e emergências, a exemplo da causada pela pandemia da Covid-19.

O Itaú Social também disponibilizou aos dirigentes municipais uma série de conteúdos e formações para apoiá-los neste momento. São 13 temas, separados em quatro categorias: gestão administrativa e de recursos; gestão pedagógica durante o isolamento; planejamento das atividades presenciais e garantia das aprendizagens e enfrentamento à defasagem com o uso dos Mapas de Foco da BNCC.