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Brincar é falar a linguagem das crianças

"Material traz 40 sugestões de brincadeiras fáceis e adaptáveis ao contexto de cada lar. Testei duas atividades escolhidas por meu filho"


Lívia e Raul experimentaram Casa da Bruxa: escorredor de macarrão para improvisar. Foto: Diogo de Nazaré

Por Lívia Piccolo, dramaturga, redatora de Maternews e mãe de Raul, de 4 anos

Sempre gostei de brincar com meu filho. Hoje ele tem 4 anos e exploramos diferentes tipos de atividades lúdicas. Mas o cansaço e o isolamento por conta da pandemia tornaram o momento da brincadeira mais difícil. A principal razão dessa dificuldade, muitas vezes, é a falta de tempo ou ideias do que fazer. E por isso mesmo foi ótimo descobrir o Brincando em Família (acesse aqui), onde conheci jogos dos quais nunca tinha ouvido falar.

Decidi investigar o material junto com o Raul, que sentou no meu colo e ficou animado quando eu disse que iríamos escolher uma brincadeira. No site Polo, ambiente de formação do Itaú Social, o caminho mais fácil para ser acessado é pelo menu “Percursos” > “Educação na Pandemia” > “Famílias”. Lá estão as sugestões de atividades para estimular a convivência e o desenvolvimento das crianças. Depois de ter feito o cadastro, cliquei em Começar agora. Logo me chamou a atenção a variedade de opções, todas separadas por categoria. Comecei a ler em voz alta: “Brincadeiras com objetos”, “Parlendas e cantigas”, “Brincadeiras de conversas e adivinhações”, entre outras. A resposta não demorou: “Quero conversa e adivinhação, mãe!”. Raul é filho de escritora, jornalista e produtora de conteúdo, então conversa e palavra não faltam aqui em casa! 

Já dentro da categoria escolhida, clicamos em Casa da Bruxa e Museu de Cera. Todas as sugestões têm explicações claras e objetivas, seja por meio de vídeo, áudio ou texto. Ele prestou bastante atenção no vídeo que explicava as regras do Museu de Cera e deu risada no momento em que a apresentadora imitou um elefante. Descobri depois que os vídeos são apresentados por Lelê Ancona, professora de teatro, e o apoio técnico é do CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária). Sua linguagem lúdica e simples torna os vídeos acessíveis às crianças. O áudio da Casa da Bruxa foi mais difícil, Raul se desinteressou e eu escutei o arquivo duas vezes para me certificar de que havia entendido todas as regras. Ao escolher as brincadeiras, os pais e cuidadores devem ficar atentos à complexidade do jogo, que varia conforme a faixa etária. Há opções para todas as idades, de bebês até crianças de 8 ou 9 anos.

Desliguei então o computador e fomos brincar no jardim. Começamos com a bruxa, sucesso total! A brincadeira envolve desenho e adivinhação, e rendeu boas risadas tanto minhas quanto dele. Adaptei a regra do cronômetro, fizemos sem a contagem do tempo, e funcionou bem. Escolhemos o escorredor de macarrão como chapéu de bruxa e nos revezamos neste papel. Pais e mães performáticos que gostam de faz-de-conta vão se dar bem na Casa da Bruxa.

O Museu de Cera é uma brincadeira física, onde cada jogador modela o corpo do outro, como uma escultura. No nosso museu apareceu robô, astronauta e cachorro, entre outras figuras. O jogo não exige nenhum adereço e pode ser feito em espaços pequenos.

Fotos: Diogo de Nazaré

Esta é a principal qualidade do material oferecido: as brincadeiras são acessíveis e quando usam objetos, são utensílios que facilmente temos em casa. Além de explorar as sugestões por categoria, é possível também baixar o documento que reúne todas as brincadeiras.

Saí da experiência feliz por ter aumentado o repertório e por ter conseguido tempo de qualidade com o Raul. Brincar com meu filho é falar a sua linguagem. Quando estamos com a cabeça cheia, nem sempre encontramos espaço para isso. Mas o esforço vale a pena: saímos com a certeza de que o tempo com as crianças foi gasto da melhor maneira possível. E na torcida para que uma lembrança doce tenha entrado na memória.