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Polo de desenvolvimento educacional

Bom para quem recebe e para quem faz

O que o Luciano Huck, Magic Paula, Gilberto Dimenstein, Ana Moser, Raí e Valdir Cimino têm em comum? Se você disse que todos são nomes de destaque na mídia, acertou, mas existe mais um aspecto a ser ressaltado. Todos encabeçam projetos sociais e estiveram presentes na Semana Voluntária, realizada pela Fundação Itaú Social, com apoio do Instituto Unibanco, nas unidades do Itaú Unibanco espalhadas por São Paulo (SP).

Os funcionários dos Centros Empresarial Itaúsa – Conceição (CEIC), Administrativo Tatuapé (CAT), Técnico Operacional (CTO) e Administrativo Unibanco (CAU) puderam acompanhar as palestras dessas grandes personalidades. A programação também contou com a apresentação da orquestra Músicos do Futuro, composta por crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Além disso, os colaboradores puderam visitar um espaço interativo com vídeos, fotos e depoimentos de funcionários que já integraram os programas sociais do Banco.

Motivação é essencial

No dia 18 deste mês, o vice-presidente da Fundação Itaú Social Antonio Matias recebeu no CTO o presidente da Fundação Gol de Letra Raí e o diretor de marketing e fundador da Associação Viva e Deixe Viver Valdir Cimino para um bate-papo. “Estamos aqui para falar de gente que se interessa por gente”, explicou Matias. Ambos os convidados falaram sobre o que os motivaram a iniciar um trabalho voluntário.

Raí conta que conheceu o jogador Leonardo em 1990 e já naquela época sentia uma forte identificação de ideias quando o assunto era responsabilidade social com o parceiro de gramados. “Nosso desejo era ter um país melhor com mais oportunidades para os brasileiros”, disse. “Em 1996, iniciaram as pesquisas para concretizar o plano de ter uma fundação e dois anos depois concretizaram o sonho. “Hoje, desenvolvemos programas de educação integral em São Paulo e no Rio de Janeiro com mais de 1.200 crianças, adolescentes e jovens.”

Cimino confessou que o voluntariado sempre fez parte de sua vida. Neto de um católico e uma espírita, sempre foi estimulado a integrar ações sociais durante a infância nos arredores de onde morava. Em 1992, mudou-se para Nova York para fazer um estágio de 9 meses. Para aperfeiçoar a conversação na língua inglesa, passou a frequentar uma organização não-governamental (ONG) americana, que prestava esse tipo de serviço a estrangeiros. Mais fluente no bate-papo, foi convidado a se doar como leitor em um hospital.

Após cinco anos, Cimino sentiu vontade de conhecer um pouco mais sobre as crianças que ajudava financeiramente em um hospital da capital paulista. Reuniu um grupo de amigos e passou a contar histórias para os pequenos hospitalizados. “Atualmente, temos mais de 1.100 voluntários que atuam em 74 hospitais, de nove capitais brasileiras”, narra.

Tempo escasso

Uma das maiores dificuldades em programas de voluntariado está relacionada à escassez de tempo livre que as pessoas alegam ter para esse tipo de iniciativa. O vice-presidente da Fundação Itaú Social questionou os convidados sobre essa questão: “Como vocês, pessoas tão ocupadas, conseguem se dedicar à causa social?” O diretor da Associação Viva e Deixe Viver conta que pode conciliar o trabalho voluntário com a vida de executivo de um importante veículo de comunicação apenas por um tempo. “Quando precisei fazer uma opção, escolhi o que estava mais latente em minha vida.”

Raí citou a história de um parceiro da sua instituição, que fazia o planejamento estratégico da Fundação Gol de Letra desde o segundo ano. “Ele prestava o serviço aos sábados, que era quando ele tinha disponibilidade”, lembra. Com o tempo, se envolveu de tal maneira que montou um negócio próprio para prestar consultoria para o terceiro setor. “Mais do que o tempo, o comprometimento com a causa é determinante em um trabalho social.”

Cimino aproveitou o gancho e destacou os três Cs do voluntariado. “É preciso ter comprometimento porque sempre tem alguém esperando pela ação, consciência para saber onde atuar e constância nas ações para detectar a mudança no outro e em nós.” Para finalizar, Matias convidou os interessados a se cadastrarem noPrograma Voluntário Itaú Unibanco para conhecer a possibilidades de participação social que o Itaú Unibanco oferece.