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Polo de desenvolvimento educacional

Balanço Campanha Itaú Criança

Matéria “Abraçamos essa causa”, publicada na revista Itaú Unibanco, edição 39

Contribuir para uma causa é uma atitude transformadora. Seja para quem se mobiliza, seja para as pessoas impactadas. Isso traz a descoberta de como cada um pode fazer a diferença para que um propósito se concretize. Mostra que qualquer iniciativa, por mais simples que seja, é capaz de se multiplicar e gerar resultados de proporções muito maiores. Todos os anos, é essa oportunidade de engajamento que o programa Itaú Criança compartilha com a equipe do banco e com toda a sociedade – para ampliar o apoio a ações que garantam os direitos das crianças e dos adolescentes.

Iniciada em outubro com a fase de incentivo à leitura a campanha deste ano encerra com novidades na etapa de contribuição financeira aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. Nesta reportagem, conheça como o Itaú Criança realiza o trabalho, durante um ano inteiro, conduzido pela Fundação Itaú Social. Veja como essa causa – que já inspira ações voluntárias de colaboradores em todo o Brasil – pode motivar você a também interagir com iniciativas que transformam a realidade de crianças e adolescentes.

Apoio ao que é prioritário

Para alcançar um número maior de crianças e adolescentes em suas necessidades primordiais, a Fundação Itaú Social mudou neste ano a forma como serão empregadas as contribuições financeiras da equipe do banco. Em vez de selecionar projetos previamente indicados, os colaboradores puderam escolher entre 11 linhas de ação. Elas formalizam os focos de trabalho dos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCAs) nas cidades parceiras do programa.

“Estimulamos esses conselhos a mapear a situação da infância e da adolescência em sua localidade. Também fazer um diagnóstico do que é prioritário e propor planos de ação para enfrentamento ou prevenção de violação de direitos, conforme indica o Estatuto da Criança e do Adolescente. A definição dessas linhas de ação permite planejar a aplicação de recursos para transformar o compromisso assumido em práticas”, explica Valéria Riccomini, superintendente da Fundação Itaú Social. Na cidade de Salvador, por exemplo, a linha de ação prioritária do CDCA local é a formação profissional de jovens em situação de vulnerabilidade social. “A primeira experiência no mercado de trabalho contribui para a formação do adolescente como um todo. Atuar por meio dessa linha de ação permitirá que mais pessoas  conheçam o papel que desempenhamos e interajam com a causa”, destaca Renildo Barbosa, vice-presidente do conselho local.

Destino das nossas contribuições

Estabelecido pela Lei 8069/90, foi o Estatuto da Criança e do Adolescente que deu origem aos CDCAs. Você sabia que a missão deles é assegurar que tudo aquilo que foi determinado pela legislação seja respeitado e colocado em prática? Formados paritariamente por representantes da sociedade civil e do poder público, esses conselhos são responsáveis por administrar nos municípios os chamados Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA) – para onde são repassadas contribuições financeiras, como as obtidas por meio da campanha do Itaú Criança. Essa é a gestão que faz a ponte entre recursos recebidos e ações apoiadas. Hoje, a Fundação Itaú Social mantém parceria com conselhos de 31 municípios brasileiros.

Participação ao alcance de todos

Durante a campanha interna, os colaboradores puderam contribuir com qualquer quantia a partir de R$ 10. Além disso, os que declaram Imposto de Renda pelo modelo completo puderam destinar até 6% do IR devido estimado. As orientações foram compartilhadas na página do Itaú Criança no Portal.

A campanha também informa ao público externo como fazer parte desse movimento. O site do Itaú

Criança – acessado pela homepage do banco – traz informações sobre como pessoas e empresas

podem contribuir para os FDCAs. O Itaú Unibanco também faz a sua parte. Neste ano, utilizará parte do imposto de renda devido pelo conglomerado para contribuir financeiramente com um valor equivalente ao total arrecadado entre os colaboradores.

Compartilhando experiência de gestão

Ao longo do ano, as cidades parceiras do Itaú Criança participam de atividades que a Fundação Itaú Social promove, com foco no aprimoramento da gestão dos CDCAs. Esse trabalho existe desde a criação do programa, em 2005. Incentiva a troca de experiências para busca de soluções. Oferece, sem custos para o parceiro, uma formação técnica para aprimoramento da política voltada à infância e à adolescência. “Decidimos levar aos integrantes desses conselhos nossa experiência de gestão para que possam conduzir melhor as atribuições administrativas que têm. É uma maneira de atuarmos na outra ponta do processo, assegurando que os recursos recebidos sejam cada vez mais bem usados”, afirma Valéria Riccomini, da Fundação Itaú Social. Conselheira da Fundação, a professora doutora Rosa Maria Fischer é fundadora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor, ligado à FEA-USP.

Em 2006 e 2011, o Ceats avaliou – a pedido da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal – as condições de trabalho e as dificuldades que os integrantes dos CMDCAs encontram para o desenvolvimento de suas atividades em todo o território nacional. “As pesquisas apontaram que a falta de capacidade de planejamento é uma das características que mais prejudicam    com funcionamento desses conselhos. Faltam conhecimentos básicos, até para lidar com orçamento público e alocar recursos financeiros para seus projetos. Nesse sentido, modelos de contribuição como o proposto pela Fundação Itaú Social devem continuar e serão ampliados, para que chamem a atenção de outros grupos empresariais”, afirma. Regina Helena Cunha Mendes, conselheira em Belo Horizonte há seis anos, aprova essa iniciativa. “Procuramos continuamente superar desafios para nos organizar, formalizar e evoluir nossas práticas, buscando formas mais eficientes de trabalhar. A Fundação tem nos acompanhado nesse processo”, ressalta.

Voluntariado, um aprendizado

Em campo, cerca de 300 colaboradores do banco representam os olhos da Fundação Itaú Social. Eles integram voluntariamente os Comitês Itaú Criança em todo o país. Em cada um dos 31 municípios parceiros, são eles que mantêm um relacionamento com os CDCAs. Participam de atividades, acompanham como são empregados os recursos recebidos e quais avanços proporcionam.

Para quem abraçou essa causa, o aprendizado adquirido motiva ainda mais para o engajamento. É assim que Leopoldo Menezes Moreira, de Porto Alegre, faz um balanço da sua participação desde o início do Itaú Criança. “A Fundação Itaú Social nos trouxe uma capacitação muito ampla para  trabalharmos em conjunto com os conselhos locais. Organizou-nos de tal forma que conseguimos ser mais do que voluntários. Somos verdadeiros multiplicadores”, conta Leopoldo, que é gerente geral da agência 5592, Santa Cecília, na capital gaúcha. Hoje, 11 colaboradores dividem com ele as missões do comitê. No Rio de Janeiro, a colaboradora Sonia Mustafá Bornia começa a trilhar o caminho já percorrido por Leopoldo. Ela faz parte do Comitê Itaú Criança criado na cidade no ano passado e que conta com oito integrantes. “O programa não se limita a incentivar a leitura ou a captar recursos. Quer despertar a consciência de que podemos construir conjuntamente uma contribuição que faça mais sentido e provoque mudanças em quem é beneficiado”, comenta Sonia, que é gerente operacional da agência 0311, Candelária, no centro do Rio.

Fazer acontecer tem sido a inspiração para a colaboradora Valéria Limeira. Ela e mais oito colegas compõem o Grupo de Ação Voluntária, que procura mobilizar toda a equipe da Diretoria Comercial Poder Público nas ações que promove e apoia, entre elas o Itaú Criança. “Há cinco anos, fazemos contribuições para o programa. Convidamos a Fundação Itaú Social para falar de suas campanhas à nossa equipe. Manter essa proximidade permite ao nosso grupo levar adiante outras iniciativas que beneficiam crianças e adolescentes”, conta.

De olho na Copa de 2014

Por meio de encontros com conselheiros das 12 cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA 2014™

no Brasil – que estão entre as parceiras do Itaú Criança – a Fundação Itaú Social já começou a discutir iniciativas pensando na época do torneio. “A Copa representa uma grande oportunidade para dar visibilidade à importância de se garantir os direitos de crianças e adolescentes. Nossa expectativa é articular com esses municípios um trabalho para evitar que o desrespeito a esses direitos seja potencializado antes, durante e depois da realização do evento”, evidencia Antonio Matias, vice-presidente da Fundação Itaú Social. Esse é um exemplo de como o Itaú Criança está sempre atento às oportunidades para mobilizar esforços.