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Polo de desenvolvimento educacional

Avaliação participativa é tema de debate

A escolha da metodologia adequada para avaliar um projeto social tem implicação direta nas informações e resultados obtidos e em seu aproveitamento pelos executores e financiadores que desejam aprimorar as ações. Esse foi o principal assunto abordado no debate sobre avaliação participativa, promovido pela Fundação Itaú Social e pelo Instituto Fonte, no último dia 4, que reuniu em São Paulo representantes de organizações sociais, institutos e fundações empresariais. O encontro foi realizado no âmbito da parceria iniciada em 2008 entre as duas instituições com o objetivo de fortalecer a prática de avaliação de projetos sociais e a produção acadêmica brasileira acerca desse tema, além de produzir material de apoio que estimule a reflexão. Participaram da mesa a avaliadora Maria Cecília Roxo e o diretor-executivo do Instituto, Rogério Renato Silva.

Maria Cecília discorreu sobre a evolução das metodologias de avaliação no Brasil, as quais passaram, nos últimos anos, a incorporar os participantes dos projetos com o intuito de aperfeiçoar a prática e torná-la útil para o aprimoramento das ações sociais. Houve ainda uma evolução nas pesquisas participativas. “Nesse tipo de avaliação, gestores, profissionais, usuários e financiadores são responsáveis”, explicou. “Até os beneficiários indiretos, como líderes comunitários e as famílias dos beneficiários, são envolvidos no processo”.

A especialista destacou que o envolvimento crescente dos membros do programa em todas as fases, flexibilidade e criatividade para adequação aos diferentes contextos e públicos, capacitação e aprendizagem mútuas são pressupostos que caracterizam a avaliação participativa, cuja ênfase se dá aos processos e resultados. “As descobertas, nesse caso, têm utilidade imediata e prática”, concluiu. Para o diretor do Instituto Fonte Rogério Renato Silva, a avaliação participativa dá às organizações responsáveis pelos projetos a possibilidade de definir o que é avaliação para o grupo, o que é preciso avaliar, o que se deseja descobrir e como. “Busca essencialmente ajudar a enxergar e a falar sobre o que vêem, fazem, desejam, para que possam produzir o futuro da organização”, afirmou.