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Atendimento mais humanizado

Técnica de secretaria de escola pública conta que, ao compreender melhor as diretrizes da BNCC na área da gestão, descobriu como aprimorar o atendimento aos alunos


Maristeia Krieser: “Não estou em sala de aula, mas considero imprescindível aprender mais sobre a BNCC, pois ela abrange todos os agentes de ensino”. Foto: Arquivo pessoal

Por Lidiane Barros, Rede Galápagos, Cuiabá (MT)
Depoimento de Maristeia Cristiane Santi Krieser, técnica de secretaria na Escola Estadual Paulo Freire, em Marcelândia (MT) — e cursista do Polo

Descobri o Polo, ambiente de formação do Itaú Social, quando pesquisava opções de qualificação para atender a uma demanda de servidores da educação. Concluí que é um recurso que pode ajudar muito a escola onde trabalho a manter-se bem colocada dentre as unidades públicas aqui do estado de Mato Grosso. Eu me surpreendi com a gama de opções de capacitação à distância e gratuitas que temos à disposição nessa plataforma. Destaco a qualidade do conteúdo, a experiência dos professores que ministram os cursos e a facilidade de assistir às aulas conforme minha disponibilidade. Gostei, me engajei e já estou divulgando para os colegas. 

Há muito tempo desejava me aprofundar na compreensão dos conceitos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece competências e habilidades a serem desenvolvidas no cotidiano escolar. No eixo de gestão pedagógica dedicado a esse conteúdo, optei por começar pela formação A BNCC nas Práticas da Gestão Escolar. Foi bem rápido, pois essa atividade tem carga horária de dez horas. Completei em dez dias e estou escolhendo outros cursos no Polo. Aprendi muito e senti confiança quanto ao que eu estava vendo, tamanha a experiência da Sonia Guaraldo, especialista em gestão escolar que ministrou o curso.

Não estou em sala de aula, mas considero imprescindível aprender mais sobre a BNCC, pois ela abrange todo o sistema escolar, todos os agentes de ensino. Sou técnica de secretaria na Escola Estadual Paulo Freire, que fica em Marcelândia, no extremo norte de Mato Grosso, quase na divisa com o Pará. Não fosse pelas condições tão favoráveis do ensino à distância, dificilmente eu teria a oportunidade de realizar um curso como esse. O deslocamento é difícil e custoso. A capital, Cuiabá, por exemplo, fica a mais de 640 quilômetros da minha cidade. 

Ao compreender melhor as diretrizes da BNCC na área da gestão, tive insights de como aprimorar o atendimento aos alunos. Meu trabalho inclui uma série de rotinas burocráticas e sempre pode ser mais acolhedor. Vale ressaltar também que sou a pessoa que faz a ponte entre os estudantes e a coordenação pedagógica. Se eu estiver atenta, posso apresentar situações à coordenação e sugerir maneiras de resolvê-las de forma que todos sejam contemplados de modo satisfatório. 

Precisamos prestar atenção nas demandas dos alunos e de seus responsáveis. Ainda mais agora que estão vivenciando um período de transição. Os mais de 730 alunos matriculados entre o segundo ano do fundamental e o terceiro do ensino médio começam a ocupar a escola de maneira gradual, frequentando os plantões pedagógicos que ocorrem diariamente com número reduzido de alunos. Como em média cada turma tem 30 alunos, 6 deles ingressam na sala de aula para tirar dúvidas. 

Assim como milhares de profissionais de unidades escolares de todos os cantos do Brasil, eu me vi desafiada a pensar novas formas de me relacionar com crianças e adolescentes tão fragilizados. Como tantos outros profissionais que têm acessado as aulas do Polo, espero ao menos minimizar as perdas desses estudantes que foram abruptamente distanciados da escola. Reaprender a conviver, colaborar e ter empatia são pressupostos alinhados às competências gerais da Base Nacional Comum Curricular.

Aprendi que a BNCC exalta a importância de cada pessoa que movimenta a engrenagem do processo educacional — de ensino e de aprendizagem. Todos nós temos algo a ensinar a essas crianças e jovens. Eles se espelham em nós. Por exemplo, se souberem que busco me capacitar para desenvolver um bom trabalho na secretaria, certamente terão em mim um bom exemplo de que a valorização do aprendizado deve ser contínua, para além da sala de aula.

É muito bom poder contar com formações e percursos que auxiliam educadores e servidores da educação. Com a reciclagem, temos a chance de nos preparar para as situações adversas que saltam à nossa frente diariamente, principalmente agora. Aprendi que para alcançar os objetivos de ensino todos os atores da rede escolar devem estar envolvidos e em sintonia. A BNCC é sinônimo de gestão participativa. Então, toda a equipe deve estar engajada. Quero somar fazendo a minha parte.