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Após um ano, 92% das escolas conseguiram restringir o uso de celulares pelos estudantes

Lei que proíbe o uso de dispositivos móveis nas escolas completa um ano. Docentes percebem aumento da participação nas atividades e maior concentração nas aulas


Um levantamento realizado pelo MEC (Ministério da Educação) mostrou que 92% das escolas conseguiram restringir o uso de celulares por parte dos estudantes. Desse total, 45% das unidades consideram o processo consolidado e 47% relatam que a implementação da medida está em curso.

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O estudo foi realizado em parceria com o Instituto Alana e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) Brasil. O objetivo foi avaliar o impacto da aplicação da Lei 15.100/2025, que proíbe o uso de dispositivos móveis no ambiente escolar, após um ano de sua vigência.

Como resultado da legislação, 97% dos profissionais da educação que participaram do levantamento concordam que houve aumento na participação dos estudantes nas atividades pedagógicas, e 95% perceberam maior concentração nas aulas.

Outra consequência apontada pela pesquisa está relacionada à saúde mental das crianças e dos adolescentes. Quase todos os gestores entrevistados (95%) responderam que a restrição estimulou a socialização entre os colegas. Além disso, 86% disseram que houve uma diminuição na ansiedade dos estudantes.

A legislação também resultou na queda da violência no ambiente escolar, com 88% concordando que reduziram o número de conflitos, agressões digitais e ciberbullying, e 55% relatando queda na quantidade de agressões físicas na escola.

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Tecnologia como aliada
A restrição ao uso de celulares pelos estudantes não significa a proibição do uso de aparelhos digitais na aprendizagem. Segundo a pesquisa, 86% dos gestores escolares informaram que as atividades com tecnologia e mídias digitais foram mantidas ou ampliadas ao longo desse ano de implementação.

O resultado caminha em paralelo ao interesse dos estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano). As atividades envolvendo mídias digitais e tecnologia são o terceiro maior interesse dos adolescentes, apontado por 38% dos matriculados nos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental e 36% dos de 8º e 9º anos. 

O dado é do “Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas”, em que os participantes responderam quais atividades estão mais próximas de uma “Escola do Futuro”. Outros temas frequentes foram aulas práticas, com 40% dos estudantes, e atividades esportivas, como 41% dos mais novos e 39% dos mais velhos. 

O documento foi elaborado pelo MEC em parceria com o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação) e Itaú Social.

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