A maioria dos estados brasileiros registrou aumento no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), nas três etapas da educação básica. O destaque ficou por conta dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), em que todas as unidades federativas registraram evolução. Já nos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio o crescimento ocorreu na maioria das regiões, com algumas exceções em que houve estagnação ou queda na nota.
O indicador mede a qualidade da educação brasileira, combinando o desempenho acadêmico e a taxa de aprovação. É justamente no fluxo escolar que houve o maior aumento entre os estados, contribuindo para elevar a nota do Ideb, já que o avanço da aprendizagem foi um pouco menor.
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“Os dados mostram uma evolução consistente nos Anos Iniciais da rede pública, com crescimento de 7,5 pontos em Língua Portuguesa e de 9,1 pontos em Matemática entre 2023 e 2025. Isso indica que políticas estruturadas de alfabetização e recomposição das aprendizagens, por exemplo, podem contribuir para melhores resultados. Ao mesmo tempo, essa recuperação perde intensidade nos Anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, mostrando onde devem estar concentrados os próximos esforços das políticas públicas”, explica Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social.
Embora o desempenho dos estudantes avance, de maneira mais tímida, ao longo da trajetória escolar, a especialista vê como boa notícia a melhora expressiva na aprendizagem em Matemática. “Os resultados mostram uma recuperação importante na proficiência na disciplina no 9º ano do Ensino Fundamental na rede pública. A proficiência média passou de 249,9 pontos, em 2023, para 255,3 pontos, em 2025, um avanço de 5,4 pontos”.
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Os resultados desta edição do Ideb mostram que os níveis de aprendizagem ainda são semelhantes aos registrados antes da pandemia de Covid-19. Como exemplo, a média em Matemática dos estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental em 2019 era de 255,5 pontos, apenas 0,2 ponto acima dos registrados em 2025.
Diante desse cenário, a superintendente do Itaú Social defende que o país concentre esforços em políticas articuladas, com uso de evidências e apoio às redes públicas e às equipes escolares. “O Ideb mostra que a educação brasileira entra em uma nova etapa. O desafio agora é acelerar o movimento rumo a novos patamares de aprendizagem para os estudantes durante toda a educação básica”.