O Dia do Estudante (11), celebrado nesta terça-feira, chama a atenção para uma transformação que vem ganhando força nas escolas, com crianças e adolescentes buscando cada vez mais atividades que não se limitem à sala de aula. A ampliação dessas experiências fortalece o protagonismo e a autoestima dos jovens, conforme revela o Documento-base – Educação Integral, da Fundação Itaú.
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O material aponta que a partir da valorização do protagonismo e da vida do estudante emerge um conceito de “não confinamento”. Ele está vinculado à necessidade de ampliar as vivências culturais e formativas para além dos limites físicos e estruturais do ambiente escolar, explorando o território como um todo, desde a oferta de equipamentos de lazer e cultural até a exploração do bioma da região.
Essa percepção também aparece entre os adolescentes, já que quase metade diz aprender melhor por meio de passeios e experiências fora da escola. O dado faz parte do “Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas”, que reuniu depoimentos de 2,3 milhões de estudantes durante a Semana Nacional da Escuta das Adolescências nas Escolas.
O levantamento mostrou que 45% dos adolescentes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental dizem que visitas, passeios e atividades externas são formas importantes de aprendizagem. Entre os participantes matriculados nos 6º e 7º anos, essa compreensão é de 39%.
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O resultado reforça a necessidade do estudante por práticas fora do “confinamento”, e isso inclui, também, esporte e cultura. Entre os mais novos, 41% desejam que as escolas tenham mais práticas esportivas e 40% querem mais atividades práticas. O percentual varia pouco entre os mais velhos, com 39% e 40%, respectivamente.
Escola e comunidade
O documento sobre Educação Integral, da Fundação Itaú, mostra que a parceria entre escola e organizações da sociedade civil é uma oportunidade para oferecer experiências com esse propósito, desde que sejam acompanhadas por educadores e que conversem com o currículo.
Segundo o material, ao integrar a escola à comunidade, a unidade de ensino deixa de ser um prédio e se “torna um agente de transformação, usando a cultura e a arte para apoiar crianças, adolescentes e jovens a decifrar as complexas relações sociais, reconhecer sua identidade e seu lugar no mundo e agir de forma consciente e crítica na construção do projeto de vida e na transformação do entorno.”
Sobre o documento
O material foi construído a partir da análise de pesquisas do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), CNE (Conselho Nacional de Educação) e MEC (Ministério da Educação). O documento apresenta dados importantes sobre como a Educação Integral pode contribuir para a formação de crianças, adolescentes e jovens, bem como para a redução das desigualdades sociais e educacionais no Brasil e em outros países da América Latina.