A trajetória dos estudantes na educação básica é repleta de desafios, mas poucos despertam tanta inquietação quanto a matemática. Diante desse cenário, educadores buscam alternativas para ensinar a disciplina de forma criativa e acolhedora, e no Dia do Matemático (26), o Itaú Social destaca quatro cadernos que integram práticas culturais e pedagógicas.
Os materiais estão disponíveis gratuitamente no ambiente digital “Espaço do Educador”, da Enciclopédia Itaú Cultural. A área reúne conteúdos que integram arte e educação, com propostas de atividades que podem ser utilizadas em sala de aula e em outros contextos de ensino.
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Um dos cadernos é o “Lygia Clark e o ensino de Matemática” e traz uma sequência de, ao menos, sete aulas a serem desenvolvidas com estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano). As orientações apresentam o trabalho da artista e sua influência nas artes visuais. A partir desse conteúdo, o docente poderá explorar conceitos de geometria e álgebra.
Outra publicação é o “Games: o lúdico entre a lógica e a estética”. Mais que oferecer jogos digitais aos estudantes, o conteúdo apresenta as regras, as estéticas e os conceitos que estruturam esses games. Dividido em cinco aulas, o material propõe que os participantes criem novas regras para brincadeiras tradicionais, como amarelinha, queimada e pique-bandeira. Ao final, a proposta é que eles desenvolvam um novo jogo, aplicando os conceitos trabalhados ao longo das aulas.
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No caderno “O Universo Poético da obra de Sandra Cinto e a Biblioteca do Amor”, a disciplina surge como coadjuvante do projeto. A iniciativa, dividida em quatro aulas, orienta os estudantes a fazer uma releitura da obra da artista Sandra Cinto, conhecida por realizar desenhos tridimensionais. Por envolver técnicas que ocupam todo o espaço da exposição, o professor pode explorar conceitos de geometria com os participantes.
Por fim, a publicação “As cores e formas de Beatriz Milhazes” apresenta o trabalho da artista, que utiliza cores contrastantes, formas livres, texturas e linhas diversas. O projeto é organizado em quatro aulas e torna visíveis as fórmulas matemáticas, pois os estudantes são convidados a utilizar cálculos para replicar os desenhos de Beatriz.
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Medo da matemática
O receio em relação à matemática aparece no levantamento Observatório da Fundação Itaú, em que 38% dos estudantes reconhecem se sentirem nervosos ou ansiosos por conta da disciplina. O resultado é da pesquisa “Percepções sobre a Matemática na Comunidade Escolar”, realizada em parceria com o Equidade.Info.
A preocupação não está apenas no ambiente escolar. Quase metade das crianças e adolescentes (48%) ouvidos pelo estudo relata que, no futuro, escolheriam um curso com pouca matemática. Além disso, 51% optariam por um trabalho com baixa exigência da disciplina.
Os professores que promovem abordagens mais lúdicas estão no caminho certo para enfrentar esse desafio. De acordo com a pesquisa, 65% dos participantes afirmaram que aprenderiam melhor se a matéria fosse ensinada de forma mais divertida.
Embora reconheçam o receio em relação à disciplina, 92% dos estudantes a consideram importante para o seu futuro e 73% reconhecem que ela ajuda a resolver problemas do dia a dia.